Santos

A humildade de São Boaventura

O santo foi importante teólogo do século XIII. Esteve à frente da Ordem Franciscana como Ministro Geral por 18 anos

Escrito por Frei Diogo Luís Fuitem

15 JUL 2022 - 00H00

São Boaventura nasceu em 1221, na cidade de Bagnoregio, perto de Viterbo que naquele tempo pertencia aos estados pontifícios. Seu pai era médico, no entanto, a criança que recebera o nome de João ao ser batizada, ficou doente gravemente e o pai não tinha como curá-la.

A mãe então rezou fervorosamente com uma invocação a São Francisco de Assis e o menino se recuperou a saúde. Fez seus estudos iniciais e, já jovem, resolveu ingressar nas fileiras dos frades franciscanos, assumindo o nome de Frei Boaventura. Pela capacidade intelectual que demonstrava, foi designado para estudar filosofia e teologia na Universidade de Paris, onde teve, entre seus companheiros famosos, Santo Tomás de Aquino que era frade dominicano.

Naquele tempo, os franciscanos já estavam presentes nas maiores faculdades da Europa: algo que os franciscanos da primeira geração viam com desconfiança. Boaventura, porém, com seu jeito dotado de senso prático e de piedade, soube desfazer os temores.

Tornou-se discípulo de Alexandre de Hales, e tendo se formado em teologia e filosofia, passou a dedicar- -se ao ensino das duas disciplinas. Aos 36 anos, foi eleito sétimo Ministro Geral dos Frades Menores. Como superior dos franciscanos, de 1257 a 1274, distinguiu-se por dar impulso à Ordem, sendo por isso “segundo pai” da mesma.

Havia recusado o título de cardeal, mas, sob insistência do Papa Gregório X, por humildade aceitou ser nomeado cardeal-bispo de Albano. Recebeu, também, a missão de preparar o segundo Concílio de Lyon, na França, e acabou falecendo naquela cidade no dia 15 de julho de 1274.

Deixou vários escritos espirituais, entre esses o “Itinerário da alma a Deus” e um sobre a vida de São Francisco chamado “Legenda maior”. Foi canonizado em 1482 pelo Papa Sixto IV e proclamado doutor da Igreja (“Doutor Seráfico”) em 1588.

Notáveis foram seus conhecimentos, mas notável foi também sua piedade. Certa vez alguém lhe perguntou se poderia salvar-se já que não possuía a ciência teológica e ele respondeu: “Uma simples velhinha poderia amar a Deus mais do que um professor de teologia”.

Deixou escrito: “Não basta ter a ciência sem caridade, nem a inteligência sem humildade”. Foi, de fato, alguém que uniu as duas realidades em sua vida! São Boaventura, rogai a Deus por nós!

Fonte: O Mílite

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