Imaculada Notícias

Moradia: quando o lar deixa de ser direito e se torna desafio diário

Campanha da Fraternidade 2026 convida à reflexão sobre acesso à terra, dignidade e desigualdade no Brasil

Escrito por Ana Cristina Ribeiro

09 FEV 2026 - 14H22

Freepik

Ter um lugar para morar é mais do que possuir um endereço: é ter dignidade, segurança e a chance de viver com esperança. Essa é a provocação central da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema Fraternidade e Moradia, e foi aprofundada no segundo episódio da série especial de reportagens exibida pelo Imaculada Notícias.

O programa destacou que a falta de acesso à terra e à moradia digna segue sendo uma das expressões mais duras da desigualdade social no Brasil. Milhões de famílias vivem em condições precárias, enfrentando o medo constante do despejo, a insegurança estrutural e a ausência de políticas públicas eficazes.

Em entrevista, o secretário executivo de campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Jean Pool Hansen, recordou que o próprio Jesus optou por não ter um lar fixo para estar próximo dos últimos e mais vulneráveis da sociedade. Segundo ele, a realidade atual, em que a moradia muitas vezes é tratada como mercadoria e não como direito, está distante do projeto de vida plena que Deus deseja para seus filhos e filhas.

A reportagem também trouxe histórias concretas que ilustram essa realidade. É o caso da cabeleireira Sueyla Miranda, moradora do ABC Paulista, que conquistou a casa própria após anos de sacrifício. Mesmo ciente de que o terreno era particular, ela recebeu garantias de que não haveria desapropriação. Anos depois, foi surpreendida com a notícia de que a área poderá ser retomada pelo poder público, colocando em risco o sonho construído com tanto esforço.

Para compreender o cenário nacional, o Imaculada Notícias ouviu o professor e doutor Frederico Pouley, pesquisador da Fundação João Pinheiro, instituição oficial responsável por calcular o déficit habitacional no Brasil, em parceria com a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. Ele explicou que o déficit vai além da falta de casas e envolve fatores como o ônus excessivo com aluguéis — que tem impulsionado despejos — e a inadequação das moradias, sem condições mínimas de habitabilidade.

Ao apresentar dados, reflexões e histórias reais, o segundo episódio da série reforça o convite da Campanha da Fraternidade 2026: olhar para a moradia como um direito humano fundamental e assumir, como sociedade, a responsabilidade de promover justiça, fraternidade e dignidade.

O debate continua. Na próxima semana, o Imaculada Notícias dará sequência à série especial, aprofundando ainda mais os desafios e caminhos possíveis para enfrentar a crise da moradia no Brasil.

Se você perdeu o segundo episódio, ouça a reportagem na íntegra aqui!


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