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Milícia da Imaculada
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07/08/2018 - 11h41: Futuro da taxa Selic não é indicado por Copom, mesmo com inflação em baixa







Se não houver mais problemas na economia brasileira, o cenário da inflação deve manter-se em baixa. Mesmo assim, diante das incertezas, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu não fornecer indicações sobre as próximas definições em relação à taxa básica de juros, a Selic.

“Todos avaliaram que, na ausência de choques adicionais, o cenário inflacionário deve revelar-se confortável. Entretanto, o maior nível de incerteza da atual conjuntura gera necessidade de maior flexibilidade para condução da política monetária. Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, diz a ata da reunião divulgada nesta terça-feira, dia 07, pelo BC. “Os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.”

Na última semana, o comitê manteve a Selic em 6,5% ao ano, o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. A redução da taxa estimula a economia pois os juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica.

O Copom enfatizou, porém, que a necessidade de reformas e ajustes na economia brasileira para a “manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”.

 “A percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes”, informa a ata.
Na reunião, o Copom ponderou os efeitos da paralisação dos caminhoneiros na economia, mostrando que devem ser temporários. O cenário é de continuidade do processo de recuperação econômica, mesmo que em ritmo mais gradual do que o esperado antes da paralisação. Embora a inflação de junho tenha refletido os efeitos do movimento dos caminhoneiros, com alta de 1,26%, as “projeções de inflação para julho e agosto corroboram a visão de que os efeitos desses choques devem ser temporários”.

No decorrer da reunião, o Copom avaliou que a economia segue operando com alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego.

Em relação à economia internacional, o comitê destacou que, mesmo com certa acomodação recente do mercado, os riscos de elevação dos juros em países avançados, com retirada de investimentos de países emergentes, e incertezas sobre o comércio global permanecem.
No entanto, o Copom voltou a sublinhar a capacidade da economia brasileira de absorver “revés no cenário internacional, devido à situação robusta de seu balanço de pagamentos e ao ambiente com inflação baixa no passado recente, expectativas de inflação ancoradas e perspectiva de recuperação econômica”.

A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ao definir a taxa, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25% com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.



Com informações da Agência Brasil.





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