Por Túlia Savela Em A Santa Missa Atualizada em 01 JUN 2020 - 15H43

Freis rezam pela jovem da MI Carol de Paula

Frei Gilson e Frei Sebastião realizam as exéquias de Carol de Paula, Jovem da Milícia da Imaculada, na memória da Virgem Maria Mãe da Igreja


No início da semana, Frei Gilson Miguel Nunes, presidente da MI em São Bernardo do Campo - SP, celebra com Frei Sebastião Benito Quaglio, ambos da Ordem dos Frades Menores Conventuais (OFM Conv.), onde nasceu a Milícia da Imaculada por vontade de São Maximiliano e seis confrades. Nesta Segunda-feira da Nona Semana do Tempo Comum, 1 de junho, dia após a Festa de Pentecostes, a Igreja celebra a memória de Maria Mãe da Igreja. Nessa ocasião, os frades prestaram homenagem à jovem Carol de Paula, participante do Conselho Nacional da Milícia da Imaculada, que faleceu neste domingo da Coroação de Nossa Senhora, em decorrência de complicações após uma cirurgia.

Moradora de São Bernardo do Campo - SP e participante da MI desde a adolescência, Carol era uma jovem extremamente dedicada aos trabalhos de evangelização da MI, sendo uma das fundadoras da Revista Jovem Mílite à qual ela deu todo o apoio, desde o primeiro momento de sua produção. Foi colaboradora mensal dessa edição impressa escrevendo artigos e convidando outros para realizar essa missão. Participou também diversas vezes do programa Hora do Jovem, da TV Imaculada e foi coordenadora do Grupo dos Jovens da MI também, organizando retiros e dando palestras de formação, em preparação ao solene ato de consagração pessoal à Imaculada.

"Acolham os mártires a tua chegada"

Em sua prece por Carol, Frei Sebastião recordou que, agora, com as duas mãos livres, ela vai continuar ajudando o apostolado da MI de onde estiver. E ressaltou o seu pesar e de todos da MI por essa partida inesperada. Rezou pelo conforto de seus familiares e recordou a todos: "A Carol está viva!".

Acompanhe as Missas do Santuário da MI pelas redes sociais. A seguir, você confere a homilia e as orações finais, entre elas a oração por Carol de Paula:

Homilia

Nossa Senhora se tornou, praticamente, nossa mãe, desde a Encarnação do Verbo Eterno nela. Porque Maria gerou, em Jesus, a nova humanidade que foi redimida pelo próprio Filho. Mas, aos pés da cruz, Jesus nos reconheceu filhos dela. É um lugar muito significativo isso, porque, aos pés da cruz, significa o itinerário de uma vida, de alguém que seguiu Jesus até o fim, até o último sacrifício, a entrega total de si.

Leia MaisA exemplo de MariaAnvisa alerta sobre aumento de intoxicação por produtos de limpeza Doar a vidaSomos responsáveis pela nossa vinhaCarol: gratidão eterna!A cruz será sempre um lugar privilegiado, onde Jesus nos reconhece filhos de Maria, portanto, Seus irmãos. E, celebrando Maria Mãe da Igreja, queremos lembrar isso para essa Igreja que segue Jesus, Caminho, Verdade e Vida, e não tem medo de estar presente, sobretudo, neste Cristo que sofre, que dá Sua vida pelo mundo; esta Igreja peregrina, lutadora, que se doa totalmente para a salvação da humanidade.

Encaremos todos nós, com nossa vida, nossa entrega e consagração diária, que fazemos, dentro desse carisma kolbiano é exatamente isso: uma disponibilidade incrível para trazer a humanidade aos pés Santa Cruz; que eles vejam o amor de Deus, que se sintam redimidos e, a partir disso, abertos para o caminho da glória.

Hoje queremos celebrar a Missa para uma jovem, Carol, uma jovem consagrada a Nossa Senhora, que foi uma jovem repleta muito entusiasmo pelo Evangelho. Certamente, encontrou na cruz o seu lugar, onde, com Nossa Senhora, se sentiu filha. E ela testemunhou isso com a sua vida. Saiu daqui na terça-feira, para entrar no hospital, e não voltou mais fisicamente, mas, certamente, ela entrou onde Deus a chamou.

É bom lembrar, neste momento, as palavras de Jesus: “Que o vosso coração não se perturbe. Creia em Deus, creia também em mim. Na casa do meu Pai, são muitas as moradas. Do contrário, eu teria dito. Eu vou preparar para vocês um lugar, para onde eu estiver estejam também vocês”. Tomé disse: “Senhor, nós não sabemos aonde vai. Como saberemos o caminho?”. Jesus disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. Eu quero falar disso pela nossa irmã Carol.

Conhecendo esta Jovem da Milícia da Imaculada, ela encontrou esse caminho, e se dedicou a ele, de acordo com o jeito de Nossa Senhora. E agora o que é a morte física? É bom lembrar o que Jesus disse: “Quem vive e crê em mim nunca mais há de morrer. Quem come meu corpo e bebe meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. O último dia não é o fim do mundo, é o último dia desta terra, desta vida. É muito interessante quando Jesus olhou para aquele que estava condenado ao seu lado e disse: “Senhor, lembra-te de mim quando estiver no teu reino”. E Jesus disse: “Hoje mesmo você - não falou a tua alma -, você estará comigo no Paraíso”. O que é que acontece com a morte, meus irmãos? E gosto muito de lembrar a comparação de Jesus com o grão de trigo, a semente. A semente aparentemente é insignificante. Não atrai ninguém. Mas, quando ela é plantada, quando ela morre, ela manifesta o que ela é. Ela brota.

Toda semente, olhando para natureza, é isso: explosão da vida que nasce da semente. Portanto, a pessoa que morre, fisicamente, ela entra numa nova vida. Como São Paulo fala:

A vida não é tirada com a morte, mas ela é transformada. Quando desfeito o nosso corpo mortal, nos será dado no céu um corpo imperecível”. E a ele, que teve a graça de contemplar este mundo misterioso, perguntaram: “O que você viu?”. Ele disse: “O que o olho humano nunca viu, o que a mente humana nunca imaginou e, num outro momento, teria dito: o que o coração humano nunca sentiu. Isso tudo Deus preparou para aqueles que o amam. Bonito, meus irmãos... E ainda veja, em São João, nós somos filhos de Deus, feitos à imagem e semelhança dele. Um dia não precisaremos mais da luz do sol, do dia. O próprio Deus será a nossa luz. Seremos semelhantes a Ele, o veremos face a face, como Ele é. É um mistério.

Eu sempre penso muito naquela afirmação de São Paulo aos Efésios, quando disse assim: “Antes da criação do mundo, Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis, Seus filhos adotivos em Jesus Cristo, para o louvor da Sua glória”. Pense um pouco sobre a origem da gente. Nós fazemos parte de Deus sempre, sempre fizemos parte e, agora, temos esta chance de tomar consciência disso.

Deus nunca vai deixar Seus filhos sob o domínio da morte, o veremos face a face como Ele é. Seremos semelhantes a Ele. Portanto, neste momento, lembrando a Carol, eu posso convidar você a lembrar de teu pai ou tua mãe, teus filhos, uma pessoa que você ama. Não pensem que estão lá no cemitério. Eu, quando celebro a Missa, sempre, digo: eles estão presentes, porque eles já estão em Deus, então fazem parte da assembleia. Os falecidos não são sombras, não são túmulos, são as flores de uma primavera. Por que o sol é a o sorriso deles, é a alegria deles. Fantasia? Não. Se fosse fantasia, não estaria aqui para dizer isso para vocês. Mas eu sei que a ausência física machuca muita gente. A gente sente isso; também eu senti quando faleceram meu pai e minha mãe, minha irmã, meu irmão. A gente sente, mas, por outro lado, eu entro com a força da fé. Eles nunca puderam vir aqui, mas, agora, estão comigo, bem pertinho. Medo deles? Não. Porque se você pudesse enxergá-los, você nunca teria visto uma coisa tão linda, maravilhosa. na tua vida.

Carol está viva. O lugar que ela preferia era este aqui. Então, tenho certeza de que agora está aqui. E você, que tem os seus falecidos, pensa desse jeito: somos filhos de Deus. Este Pai não vai deixar Seus filhos lá, debaixo da terra. Ele quer Seus filhos perto dele. Pensa nisso. E, quando você celebra com a gente, coloca eles aqui. Eles vão ficar muito felizes porque, de fato, eles estarão sempre aqui, com Jesus e Nossa Senhora.


Orações após a comunhão

Eu sei que não é mesma coisa você estar aqui, fisicamente, para receber o Corpo do próprio Jesus, mas sinta, neste momento, uma atenção especial dele. Que Ele possa estar no teu coração, como Ele sabe estar. Que você nunca se sinta só. E, hoje, por ocasião da memória de Nossa Senhora Mãe da Igreja, se sinta sempre sob o olhar dela. Na pessoa do discípulo amado, você se tornou filho dela. Você também é filho, é filha amada. E Nossa Senhora se tornou tua mãe. Deixa-te guiar por Ela. Não tenho medo. Por isso, vamos, nesse momento, renovar a Ela a nossa consagração:

(Oração da Consagração a Nossa Senhora, a Ave-Maria e oração final do missal)

Vamos continuar a nossa adoração, com Nossa Senhora, durante o tempo da quarentena. O Bispo, ontem, oficializou um decreto dele que, até dia 13, nós continuamos o afastamento físico. Depois, do dia 14 em diante, é um domingo, nós, aos poucos, vamos poder voltar à igreja, com muitas condições que nós levaremos ao conhecimento de todos. Até então, nós vamos continuar com a adoração e quero lembrar que, ontem, se encerrou o Tempo Pascal. Entramos hoje no Tempo Comum, que é retomado. Vamos viver os mistérios litúrgicos. Estaremos já na décima primeira semana do Tempo Comum e, neste mês, vamos procurar celebrar tudo com muito amor, com muito amor mesmo. Agora, não se canta mais o Rainha do céu. Agora é a oração do Anjo do Senhor, voltou, normalmente.

Queria fazer, nesse momento, com vocês, uma oração para a nossa Carol, está certo? Aquela que eu sempre faço, com aquelas palavras do Evangelho São João: “Que o vosso coração não se perturbe”... Toda aquela mensagem de Jesus garantindo esse lugar. Ele já está lá, portando Carol também está. Só que o lugar de Deus não é ligado à realidade tridimensional - tempo, espaço e matéria - não. Carol está aqui com a gente, agora, ouviu? Muito bem. E vamos então, rezar: Carol, os anjos te conduzam ao Paraíso, acolham os mártires a tua chegada, e te introduzam na cidade santa de Jerusalém. O coro dos anjos te receba na sua glória, na Glória de Jesus Cristo, da Virgem Santíssima. E vamos cantar para ela: Com minha mãe estarei...

“Carol, os anjos te conduzam ao Paraíso, acolham os mártires a tua chegada, e te introduzam na cidade santa de Jerusalém. O coro dos anjos te receba na sua glória, na Glória de Jesus Cristo, da Virgem Santíssima. E vamos cantar para ela: Com minha mãe estarei...”

Ontem, nós coroamos Nossa Senhora e com certeza Carol estava presente. Tenho certeza disso. Insisto muito nisso porque foi uma jovem que trabalhou muito para este nosso carisma. Nós somos gratos a ela e, certamente, ela vai nos acompanhando sempre. Eu, pessoalmente, senti muito... a gente sentia muita a presença dela, a importância. Era uma jovem alta e, brincando, diziam para ela: “Cuidado que vc não passa na porta…”. Brincando... E ela sempre jovem, cheia de alegria e disponibilidade. Eu não esperava. Acho que ninguém, não é, Gilson?

E a gente sente isso. Mesmo sabendo que ela está na glória, a gente sente. E queremos agradecer a ela, à família e que agora, com Maximiliano Kolbe, trabalhe mais ainda pela Milícia da Imaculada.

Hoje, na Missa das 20h, vamos rezar a Trezena de Santo Antônio porque queremos celebrar direitinho a sua festa. Que todos tenham um dia, uma semana e um mês maravilhoso. Fique com Deus, no coração de Jesus e de Nossa Senhora.

Salve Maria Imaculada!

Salve Maria Imaculada!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre seja louvado!

(Salve Regina - Salve Rainha em latim)

Milícia da Imaculada · Orações após a Comunhão 01 06 2020


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