Eucaristia e comunhão fraterna
Formação

Eucaristia e comunhão fraterna

Em 2004, o Papa João Paulo II presenteou a Igreja com uma carta sobre a Eucaristia, Sacramento da caridade

Padre Luiz Gonzalez Quevedo (Arquivo Pessoal)

Escrito por Padre Luís Gonzalez Quevedo

17 FEV 2020 - 10H40 (Atualizada em 24 AGO 2021 - 11H19)

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Em 2004, o Papa João Paulo II presenteou a Igreja com uma carta que refletia sobre a Eucaristia. Na Carta Apostólica Mane nobiscum, Domine (“Fica conosco, Senhor”), João Paulo II nos lembrou que receber a Eucaristia é entrar em comunhão profunda com Jesus. Esta comunhão com Jesus antecipa o céu na terra. Sempre que recebemos a sagrada comunhão, com as devidas disposições, unimo-nos a Deus, já na terra, enquanto caminhamos para a plena comunhão com Ele no céu. “Entre as sombras deste mundo que passa – disse em outra ocasião o Papa – a eucaristia anuncia a alegria da vida eterna”.


O Papa destacou, também, que a Eucaristia é fonte e epifania (manifestação) de comunhão eclesial. Quando comungamos, unimo-nos não apenas ao Senhor Jesus, mas também a todo o seu corpo místico, que é a Igreja. Na celebração eucarística fortalece-se a união de todo o povo de Deus. São Paulo escreve: “Uma vez que há um só pão, nós, embora sendo muitos, somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão” (1Cor 10,17).

O livro dos Atos dos Apóstolos conta que os cristãos “eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na ‘comunhão fraterna, na fração do pão’ (isto é, na celebração da eucaristia) e nas orações”. O texto bíblico diz, também, que entre os primeiros cristãos não havia indigentes, porque “a multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma”. Eles partilhavam não só os bens espirituais, mas também os materiais. “Ninguém considerava suas as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum” (At 2,42-47; 4,32-35).

Muitas pessoas católicas gostam de assistir à missa transmitida pela TV ou internet. É bom, sem dúvida, mas não basta. Não estando impedidos, por motivos de saúde ou outra força maior, é necessário que todos os fieis católicos “participem” da eucaristia dominical. O Papa pede aos sacerdotes que, neste ano de graça, prestem uma atenção ainda maior à missa dominical, celebrada na comunidade paroquial.

Infelizmente, há ainda pessoas e famílias católicas que não sabem a que paróquia pertencem; algumas vão às missas celebradas por aquele padre mais simpático, ou naquele grupo ou movimento da sua preferência. Na missa dominical celebrada na comunidade paroquial deveriam convergir todos os grupos, movimentos e associações presentes na paróquia. Paulo exortava os cristãos da comunidade de Corinto a que não houvesse divisões entre eles, censurando os que diziam: “Eu sou de Paulo”, ou “Eu sou de Apolo”. “Será que Cristo está dividido?”, perguntava o Apóstolo. “Será que foi no nome de Paulo que fostes batizados?” (1Cor 1,10-13).

É necessário, ainda, que a comunidade cristã não se conforme com escutar a Palavra de Deus, e comungar o corpo do Senhor, na missa dominical, mas se esforce, durante toda a semana, por viver o amor fraterno. Já Santo Tomás de Aquino dizia que, assim como o batismo é chamado “sacramento da fé”, a eucaristia é o “sacramento da caridade” (STh, III, q. 73, a, 3, ad 3). A celebração eucarística exige não apenas a participação consciente na liturgia dominical, como também a transformação de toda a nossa vida.

A eucaristia, fonte e manifestação de comunhão eclesial, é também expressão de solidariedade com a humanidade inteira. Cada missa perpetua o sacrifício de Cristo, que deu Sua vida pela salvação de toda a humanidade.

Escrito por
Padre Luiz Gonzalez Quevedo (Arquivo Pessoal)
Padre Luís Gonzalez Quevedo

Nascido na Espanha, tornou-se advogado antes de ingressas na Companhia de Jesus. Depois de ordenado sacerdote veio para o Brasil como missionário atuando em centros de espiritualidade, comunidades e faculdades. Atualmente ministra retiros espirituais em diversas cidades do Brasil.

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Por Paulo Teixeira, em Formação

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