Por Diego Lima Em Formação Atualizada em 16 DEZ 2020 - 17H30

Pela comunidade, somos irmãos em Cristo!

Cristo nos faz partícipes da mesma família, unidos pelas comunidades




Neste ano atípico em todo o mundo, percebemos o valor de viver em sociedade e em comunidade. Reavaliamos o valor de “estar juntos” principalmente com nossas comunidades na Igreja. Muitas pessoas encontraram na intensificação da oração, conforto e alento para vencer este novo desafio.

Mas as comunidades são componentes fundamentais desde o início da caminhada cristã. O próprio Jesus Ressuscitado aparece para a comunidade reunida: “Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes: ‘A paz esteja convosco!’ (…) Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé estava com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco!’ Depois disse a Tomé: ‘Coloca aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé’. Respondeu-lhe Tomé: ‘Meu Senhor e meu Deus!’. (Jo 20, 26-27).

O conceito de comunidade diz respeito a um grupo de pessoas que compartilham algo em comum (como um objetivo comum, uma área geográfica ou práticas comuns). O que une a nossa comunidade é o Batismo. Nos unimos pelo desejo de querer fazer nossos os sentimentos de Jesus.

Analisando o Documento 102 da CNBB, que são as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, percebemos que sem vida em comunidade não há como efetivamente viver a proposta cristã. A comunidade eclesial acolhe, forma e transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte e sustenta. Assim, a participação na vida da comunidade dos batizados se torna exercício da vida de Jesus Cristo, pois pelo Batismo fomos revestidos de Cristo (Gl 3,27).

Ao longo da história, embora o conceito não tenha mudado, a dimensão de “comunidade cristã” foi manifestada de várias maneiras. Nos dias atuais, podemos vivenciar este conceito em nossas paróquias, por exemplo. Ali os comunitários se encontram nas celebrações, vivenciando o anúncio do Evangelho e dos sacramentos, reunidos em torno da mesma fé, professada por meio do Batismo.

E essa “conexão” com a comunidade cristã por meio da paróquia é apenas um membro pertencente ao corpo em Cristo. Nossas comunidades estão ligadas a outras em todo mundo, formando uma grande rede, em torno de Jesus Cristo. Vale lembrar que o termo católico deriva da palavra grega: καθολικός (katholikos), que significa “universal”.

São Paulo escreve aos Romanos: “Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função, assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro” (Rm 12,4). E não basta estar em torno da mesma fé. O Papa Francisco nos exorta que é fundamental que esta comunidade esteja em consonância com toda a Igreja e mais que isso, que seja teste¬munha viva do Ressuscitado. “É uma comunidade que dá testemunho da Ressurreição de Jesus Cristo? Essa paróquia, essa comunidade, essa diocese crê, realmente, que Jesus Cristo ressuscitou? Dar testemunho de que Jesus está vivo, está entre nós”, disse o Papa Francisco, em sua homilia do dia 29 abril de 2014.



Estar em comunidade é estar entre irmãos. Em Cristo somos todos irmãos! Quando fazemos a experiência de conhecer Jesus, somos apresentados à Sua família, aos Seus irmãos e irmãs e passamos a fazer parte dessa família (Cf. Mt 12,46-50). Jesus deve ser nosso ponto de referência, sempre!

E, juntos, podemos fazer a diferença! Transformar nossa comunidade, junto com os irmãos, numa comunidade mais atuante e engajada para evangelizar e olhar para quem precisa. E, para isso, precisamos beber a água da fonte: é Deus que nos mostra o caminho. “É Ele, com o Seu Espírito, que inspira as escolhas e dá força para realizá-las; é Ele que dá amor para servir aos irmãos com compaixão, com proximidade, com gratuidade”, nos orienta o Papa Francisco.

Que possamos ser membros desse corpo em Cristo, como irmãos, e nos colocar à disposição. Jesus nos dá essa característica missionária como no Evangelho aos apóstolos: os envia para anunciar o reino de Deus (Lc 9,2), para pregar em Seu nome a todas as gentes (Lc 24,47) e proclamar o Evangelho a toda a criatura (Mc 16,15). Até a próxima, irmão!

Fonte: Revista Jovem Mílite

Escrito por
Diego Lima
Diego Lima

Jornalista e consagrado a Nossa Senhora pelo método de São Maximiliano Kolbe, Diego escreve para a revista Jovem Mílite.

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