“Maria conservava todas estas palavras meditando-as no seu coração”
Por Padre José Alem, missionário claretiano
Maria está presente no momento da fundação da comunidade cristã depois da morte e da ressurreição de Jesus (At 1, 13-14). Um grupo de discípulos está reunido à espera da vinda do Espírito Santo e Maria está com eles. Está junto com o grupo dos apóstolos, das mulheres, dos “irmãos” de Jesus, os seus discípulos. Maria atinge o cume de sua trajetória de fé integrando-se à comunidade dos que creem e seguem o ressuscitado, formando assim a Igreja. Lucas, autor do texto, mostra que Maria é uma presença ativa na comunidade desde o início e sua atitude de fé presente na comunidade é coerente com toda sua trajetória de fé desde que recebeu o anúncio de que seria a mãe do Messias.
O “seguimento de Jesus” e o “discipulado” adquirem uma nova configuração depois da Páscoa. A partir desse evento não se fala mais de seguidores de Jesus, mas de fiéis, de crentes. “O número dos crentes crescia cada dia, uma multidão de homens e mulheres” (At 5,14). É nessa comunidade de pessoas que Lucas apresenta Maria no seu Evangelho.
Maria foi antes de tudo uma mulher de fé. Uma crente. Alguém que crê verdadeiramente. Lucas apresenta Maria como a mulher que mesmo sem compreender confia em Deus: “Maria conservava todas estas palavras meditando-as no seu coração” (Lc 2,19); “sua mãe conservava todas estas palavras no seu coração” (Lc 2,51). Essas palavras indicam a fidelidade de Maria à maior e mais profunda vontade de Deus: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo teu coração, com toda tua alma, com todas as tuas forças”.
Maria é a mulher possuída pelo Espírito Santo, Aquele mesmo Espírito que Jesus proclamou dizendo: “O Espírito do Senhor repousa sobre mim” (Lc 4,18). Esse é o Espírito que inspirou Isabel a dizer a Maria: “Bem aventurada és tu que acreditaste” (Lc 1,45).
Uma mulher de fé é o que revela a vida e a missão de Maria. Ela é alguém que crê, crê como se deve crer alguém que de fato serve ao Senhor. Em Maria começa o novo modelo de crente, a nova maneira de entender e viver a fé, a fé que nasce da Nova Aliança. Porque Maria aceitou ser mãe pela fé, se tornou mãe do Messias. Antes ela acreditou depois se tornou mãe em consequência da fé.
O fato de Maria ser mãe de Jesus teve pressupostos e efeitos na sua vida pessoal. A partir da fé de Maria inicia-se nova etapa no mistério da salvação. Nesse mesmo instante nasce o povo da nova aliança, a Igreja. Por isso Maria é chamada “mãe da Igreja”, o próprio modelo da Igreja. Tudo graças à sua fé. Fé que reconstrói a aliança com Deus, que põe Deus acima de tudo, vê na sua vontade o caminho da liberdade e do amor. Fé que deixa de ser apenas compreensão para ser vida nova em Cristo, um novo modo de pensar, de sentir, de agir.
Consagração a São Miguel Arcanjo
Durante este mês de setembro, convidamos você a rezar com nosso pai seráfico, Francisco de Assis, percorrendo um caminho de fé e devoção a São Miguel Arcanjo:
Nossa Senhora Rainha
O mês de agosto é especial para a Igreja, pois é o mês vocacional e nele recordamos festas de grande importância, como a Transfiguração do Senhor, a Assunção de Nossa Senhora e, por fim, a festa de Maria Rainha.
Maria e Santa Clara
Preparamos uma matéria especial para você entender a relação que Santa Clara tinha com Nossa Senhora. A santa se espelhou em Maria para estar junto com Jesus: "Maria teceu dentro de si o Filho de Deus, Santa Clara, em sua experiência religiosa e espiritual, teceu um relacionamento íntimo e de fé com Jesus que é maior do que tudo." Confira!
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