O grande hino litúrgico mariano da Igreja antiga se chama Akathistos.
A palavra quer dizer “não sentado”, ou seja, é um hino para ser recitado de pé. Esta atitude de recitação é a mesma que se dá nas assembleias litúrgicas ao Evangelho, por exemplo, que sempre é lido e escutado estando todos em pé. A composição poética expressa a doutrina da Igreja sobre a Virgem Maria e une arte à devoção popular.

Não é possível conhecer sua autoria, mas alguns escritos antigos o atribuem aos patriarcas Sergio e Germano, do século VII e VIII, respectivamente. Contudo, em textos mais antigos é declarado anônimo. Mais do que versos de poesia, este hino expressa numa vivência mariana da Igreja, desta forma, se acredita que foi composto ao longo de muitos anos e por muitas pessoas. É possível atribuir a composição do Akathistos a alguém de grande erudição, um grande teólogo e também uma pessoa contemplativa que sintetizou de forma orante a doutrina da Igreja. O autor desconhecido, ou os autores, receberam da Igreja e a ela entregaram o hino sem fazer conta de seus créditos. Sobre o período, se acredita que foi escrito entre os séculos V e VI, pois há uma estrofe que corresponde integralmente a uma homilia de Basílio de Seleucia do século V.
Com a separação da Igreja do Ocidente e do Oriente em 1054, este hino teve maior destaque no oriente devido a língua grega na qual foi composto. O fato é que alimenta a devoção mariana há pelo menos quinze séculos. É uma obra prima da poesia, um resumo doutrinário e rico elemento litúrgico. Nas comunidades cristãs de rito bizantino há o chamado “sábado do akathistos” celebrado na Quaresma.
É celebrado em partes durante a Quaresma e em outras ocasiões como rito de agradecimento ou comemorações marianas. Um escrito antigo de Sinasário descreve as vigílias de oração em que o povo agradecia a Nossa Senhora pela cidade de Constantinopla ter suportado as invasões de povos bárbaros. Quando o império bizantino caiu em 1453, o hino subsistiu com a fé dos cristãos perseguidos e dispersos.
O Akathistos é testemunha de que nossos pais da fé tinham uma sólida devoção a Maria e permanece no coração dos fiéis como jóia conservada mesmo em momentos de grande dificuldade.
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