Por Espiritualidade Em Santos Atualizada em 17 FEV 2022 - 11H57

Fé a toda prova

Santo Inácio de Antioquia deu precioso testemunho de fé no século II e brilha até nossos dias como incentivo a viver a fé com coragem





Leandro de Aguiar e Sandra Canabarro
 

Olá, queridos jovens mílites. Paz e bem. Nós, aqui da Milícia da Imaculada, convidamos você mais uma vez para que unidos possamos ganhar o Céu, seguindo o exemplo de nossos amigos, os santos de Deus. Para que possamos dar mais um passo de qualidade rumo ao reino celeste temos mais um grande exemplo a seguir: Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir.

Não podemos começar a falar de Santo Inácio, que a Igreja celebra em 17 de outubro, sem antes conhecer uma de suas mais belas falas, uma verdadeira coluna da fé dirigida aos fiéis de seu tempo, mas perfeitamente destinada a cada um de nós: “Procuro a Ele que morreu por mim, quero a Ele que ressuscitou por nós… Deixai que eu seja imitador da Paixão do meu Deus!”. Eis aqui um dos pilares da santidade de Santo Inácio, ser imitador da Paixão de Jesus.

Santo Inácio foi o terceiro Bispo de Antioquia, conheceu os Apóstolos de Jesus, foi sucessor de São Pedro entre os anos de 70 e 107 da era cristã. Foi em sua diocese que os seguidores de Cristo foram pela primeira vez chamados pelo nome de cristãos. Viveu em uma época de grande perseguição contra a Santa Igreja e seus membros, onde tantas vezes os cristãos eram obrigados a fugir de cidade em cidade para continuar a pregar o Evangelho.

Santo Inácio, já muito adiantado na fé e na caridade, diferente de alguns dos cristãos da época, não fugiu do caminho do martírio, antes, o desejou. Isso é um pouco difícil de se entender nos dias de hoje. Contudo, uma pessoa que deseja ser imitador de Cristo já não consegue ver sentido na alegria do mundo, nos prazeres passageiros, pois já entendeu que sua alegria está em Cristo Jesus e quer o quanto antes estar junto de seu amado.

Santo Inácio claramente tinha o desejo por Deus e ia além, seguindo o exemplo de outro Apóstolo de Cristo, São Paulo, que diz em suas cartas: “Desejo completar em minha carne o que falta à Paixão de Nosso Senhor” (Cl 1,24). Assim fica mais fácil entender o desejo de Santo Inácio pelo martírio, a ponto de pedir que os fiéis de sua comunidade nada fizessem para impedi-lo de sofrer por amor de Cristo o martírio.

Meus caros leitores, creio que a mensagem maior que Santo Inácio nos deixa é a “imitação de Cristo”, e neste ponto quero compartilhar com vocês um livro que pode ajudar a dar grandes passos rumo à santidade: A Imitação de Cristo, escrito pelo Padre Thomas de Kempis. É um verdadeiro manual de vida santa, livrinho pequeno, de fácil leitura, escrito em capítulos bem pequenos, que pode levar você a uma vida de tão grande desapego ao mundo, como o fez Santo Inácio.

Temos nossos martírios dos tempos modernos, e talvez um dos maiores seja seguir o que Cristo nos diz por meio dos Evangelhos: “Vivam no mundo, como se não fossem do mundo”. Da Síria, Santo Inácio foi enviado a Roma para ser lançado às feras. Realizando a sua viagem através da Ásia, sob a vigilância severa dos guardas, escreveu sete cartas às diversas comunidades com preciosas orientações.

Ainda hoje são famosas e muito valiosas para o caminho de espiritualidade dos cristãos as cartas de Santo Inácio de Antioquia. No ano de 107 Santo Inácio foi, de fato, atirado às feras no Coliseu em Roma, e hoje intercede para que comecemos a ter a têmpera dos mártires a fim de nos doarmos por amor e sermos imitadores de Cristo. Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós.

Fonte: O Mílite

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