Existem lugares que parecem nos chamar de volta para algo que, em algum momento, se perdeu dentro de nós.
Talvez você já tenha experimentado isso, ainda que não tenha nomeado dessa forma: um espaço onde, ao chegar, o corpo desacelera, o olhar se aquieta e, sem que nada externo mude de fato, algo dentro de você começa a se reorganizar.
Vivemos cercados por vozes, por expectativas que não são nossas, por opiniões que atravessam nossos dias e por uma rotina que, muitas vezes, nos impede de perceber o essencial; e, em meio a esse excesso, existe uma pergunta que raramente é feita com a devida honestidade: quando foi a última vez que você silenciou o suficiente para escutar o que Deus tem a lhe dizer?
Não apenas aquilo que conforta, mas aquilo que direciona e revela responsabilidades e caminhos que, por vezes, preferimos não ver.
Para mim, a Semana Santa é esse espaço no tempo que nos conduz ao encontro com o Mistério da Salvação.
Mais do que a recordação da Paixão de Cristo, ela é um chamado à interioridade, um convite a desacelerar para que possamos contemplar o mistério central da nossa fé e, ao mesmo tempo, aquilo que tem ocorrido dentro de nós.
E, para viver esse tempo como ele realmente merece, existem lugares que ajudam.
Durante anos, tive o privilégio de dispor de um lugar para ordenar os pensamentos, onde a natureza oferece aquilo que não se pode mensurar na vida. Foram justamente nos momentos em que mais precisei compreender meus próprios caminhos que percebi não ser de mais respostas que eu precisava, mas de menos ruído; bastava sentar, olhar para uma árvore e permanecer tempo suficiente para que o silêncio se transformasse em Deus.
E, pouco a pouco, aquilo que antes parecia embaralhado começava a se encaixar. Não porque todas as respostas surgiam de imediato, mas porque eu voltava a escutar.
Quem sabe, nesse tempo de preparação para a Páscoa, isso não seja justamente o que está faltando para você também.
Não mais conteúdos, explicações ou tentativas de controle, mas um espaço para encontrar-se com Deus sem distrações e, a partir desse encontro, compreender não apenas o que Ele deseja lhe oferecer, mas também o que espera de você.
Esse meu lugar especial, que foi por muito tempo refúgio e que ainda hoje visito; talvez você o conheça. Fica no quinto banquinho, após as imagens de Nossa Senhora e Jesus, numa caminhada por paralelepípedos, onde se revela uma árvore majestosa e uma igreja de vidro que se abre para o horizonte.
Visão do Oratório Imaculada Conceição e São Maximiliano Maria Kolbe da perpesctiva dos bancos no Caminho do Calvário
Se você ainda não conhece a Sede da Milícia da Imaculada em São Bernardo do Campo-SP, esta é uma oportunidade perfeita para conhecer meu cantinho especial. Durante a Semana Santa, o Oratório abre suas portas de forma especial para acolher aqueles que desejam viver esse tempo com mais profundidade, oferecendo uma programação que percorre, dia após dia, os mistérios centrais da fé.
Vou deixar aqui a programação do Oratório para a Semana Santa:
Porque, no fim, a questão não é apenas se você acredita, mas se você tem dado espaço, na prática, para viver aquilo em que diz acreditar.
Espero que você viva este tempo da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor não como mais uma data no calendário, mas como um momento genuíno de encontro com Jesus.
O Sagrado Coração de Jesus, para um mundo que parece sem coração
Relembre as palavras do Papa Francisco sobre o Coração Sagrado de Jesus.
Pão de Santo Antônio
O pão de Santo Antônio carrega consigo a fé dos cristãos que o veem como padroeiro dos pobres.
Centenas de fiéis coroam Nossa Senhora na Milícia da Imaculada
Festa de coroação aconteceu neste domingo, 31 de maio e encerra um mês inteiro de homenagens à Mãe de Jesus
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