Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior, PUC-SP
Natal é o parto de uma criança. É esperança, mistério repleto de símbolos. O centro é o nascimento de Deus como ser humano. O mistério da fé se revela aos nossos corações como um segredo natalino escondido pelo presépio. É preciso ver o rosto do menino na manjedoura. As “vestes” e “luzes” do Natal não podem nos ofuscar e distanciar da visita divina.
Após três anos de Covid-1 que não acaba nunca, desejamos um Natal diferente dos anteriores. Natal vacinado e pleno de esperanças. Faltam nove dias para um ano que almejamos distinto e justo.
Uma parábola do dinamarquês Soren Kierkegaard ajuda-nos a decifrar o enigma. Diz a parábola: “Um rei era bom e extremamente generoso. Ninguém jamais esteve com ele sem receber algo vital e alegrar-se profundamente. Era amado e admirado por sua riqueza, seu amor e sua compaixão. Certo dia quis casar-se. Seus conselheiros quiserem revesti-lo das vestes mais luxuosas que possuía e percorrer com seu séquito as vilas de seu império para encontrar sua alma gêmea e desposá-la. O rei contestou: ‘Se eu sair com toda a pompa e riqueza, nunca hei de saber se uma mulher me amará por mim ou pelas riquezas e vestes que possuo’. Para encontrar um coração livre e puro, irei vestido como o mais pobre entre os pobres. Ao percorrer as vilas e cidades, enfim ele encontrou a mulher que por ele se apaixonou tal qual ele andava e vestia, e soube que essa o amou pelo que ele era e não pelas roupas, status, poderes ou riquezas”.
Esse o segredo natalino. Estar com as pessoas que nos amam por aquilo que somos. Com nossas belezas e feiuras. Jesus age desse modo quando visita a humanidade. Vem em andrajos para conhecer quem o ama de verdade. Feliz Natal no segredo do presépio: simples e despojado. Grato pela amizade nesse 2022. Sonhos rebeldes em 2023. Muito a lutar e mudar no Brasil, no mundo e em nós mesmos.
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