Como descobriu sua vocação de evangelizar pela música?
Já na infância me sentia apaixonado pela ideia do sacerdócio. Olhava o sacerdote no altar e algo me atraia, gostava de brincar de dar hóstia com a bolacha. Na adolescência tentei fugir do chamado e passei a buscar meus projetos pessoais, até o dia em que não tive mais como negar a voz do Senhor que me chamava. Então larguei namoro, o emprego em uma instituição federal, a Faculdade de Ciências Sociais faltando um ano para concluir e parti para São Paulo, onde recomecei de acordo com os desígnios de Deus.
Como é o processo de composição das canções?
A vida e as Escrituras são minha maior fonte de inspiração. Cada música possui uma história e surge em um determinado momento da vida. Tem canção que fiz enquanto estava a caminho de celebrar a liturgia, como a música: “Eu me alegrarei”. Estava indo celebrar a missa da alegria em um advento. A música “Pra onde foram os bons?”, escrevi após ler um livro do Papa. E na minha experiência, ouso dizer que, a palavra tem um limite que a música ultrapassa, no coração humano.
Quais os momentos de maior emoção que já experimentou como cantor?
Foram muitos, gravar com meu padrinho de trabalho artístico Padre Antônio Maria é um deles, é sem dúvida referência para mim. Mas o que traz realmente sentido ao trabalho é quando vejo ou recebo o testemunho de alguém que através de uma das canções viveu a experiência de encontrar Jesus história triste do suicídio do filho de uma paroquiana, se intitula: “O amor tem pressa”. É assim que a vida me revela o sagrado que manifesto através da arte.
Como surgiu a inspiração para o programa Vivendo a fé?
Primeiro surgiu com o intuito de unir palavra, música e oração nas redes sociais, eu ainda era seminarista e poucas pessoas exerciam um trabalho assim na internet. A inspiração continuou, quando então em 2021 surgiu o convite da Rádio Imaculada para apresentar um programa na rádio e, agora, estamos muito felizes com a novidade de atualizar o programa para rádio e tv.
Como se sente conduzindo esse programa?
Vivendo meu ministério, o chamado de Deus para minha vida que de tantas maneiras se apresenta. Esse programa tem destaque por unir fé e cultura. Como fazer essa união? A Igreja no Ocidente sempre foi formadora e geradora de cultura. No programa buscamos realizar isso através de um dos quadros onde sempre trazermos intelectuais, artistas e escritores, católicos ou da área da saúde, filosofia e psicologia, para de uma maneira muito descontraída falar sobre seus lançamentos e, assim, trazer um rico conhecimento aos nosso público.
O que a arte significa para você?
É algo que está na essência de minha vocação. Costumo dizer que tenho uma alma estética e entendo que a arte é um lugar de encontro com o que há de mais sagrado no outro que se expressa, e com Deus que através desses meios e da beleza se deixa revelar. Não à toa esse caminho acabou me levando a me formar Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie. É Deus confirmando e capacitando para melhor servir ao seu povo.
Qual sua mensagem para os jovens que aspiram o caminho artístico?
Se Deus te chama, coragem, sua missão é muito necessária. Mas precisamos lidar neste caminho com a realidade de um país que não investe em arte e cultura, e isso se reflete em alguns aspectos também na Igreja. Já vi muitos talentosos artistas desistirem pela falta de apoio moral e financeiro. Se Deus chama, Ele não desamparará e muitas almas esperam por aquilo que você tem a oferecer, isso será realizador.
Quais os projetos para 2023 e para os próximos anos?
Bem, nesse ano temos a alegria do Programa Vivendo a Fé passar a ser transmitido não apenas pela Rádio mas também pela TV Imaculada. Nossa equipe já está preparando tudo para esse novo momento, e será lindo. Também temos músicas novas que já estamos produzindo, clipes que podem ser conferidos nas plataformas digitais e Youtube (canal Padre Denis-Ricard) e seguimos atendendo ao chamado de missões e shows por todo Brasil e também no Santuário Virgem dos Pobres, em Caieiras - SP, onde hoje sou pároco-reitor
Fonte: Jovem Mílite
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