Por Paulo Teixeira Em Formação

A dedicação de Carlo Urbani

“Para mim viver no exterior deve ser um testemunho de barreiras derrubadas. Não tenho dúvidas de que o Bom Pai saberá sempre levantar a mão para me acarinhar a cabeça”

Divulgação
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Desde o último ano, boa parte do mundo está envolvida no grande furacão que é a pandemia do novo coronavírus. Reverenciamos os chamados profissionais da linha de frente com razão. Queremos lembrar do importantíssimo trabalho do médico italiano Carlo Urbani que, em 2003, foi o primeiro a identificar e classificar a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS pela sigla em inglês) evitando que a epidemia se espalhasse pelo mundo.

Carlo nasceu em 1956, na Itália. Desde jovem se interessou pelos problemas do Terceiro Mundo. Atuou como voluntário em organizações católicas e se engajou em movimentos que arrecadavam e enviavam remédios para a África. Era especialista em doenças infecciosas e parasitologia tropical. Sua capacitação fez com que fosse convidado, em 1993, para ser consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 1996 entrou para a associação Médicos sem Fronteiras e foi ao Camboja para tratar doentes e capacitar os agentes da sociedade local para prevenir doenças.

No ano 2000 foi destinado ao Vietnam e, ao mesmo tempo, trabalhou para a OMS no monitoramento de doenças parasitárias na região. Em fevereiro de 2003, no hospital francês de Hanoi, um homem de negócios norte-americano foi internado com a grave pneumonia ao retornar da China. Carlo foi chamado para ver o paciente e logo emitiu o alerta que foi prontamente aceito pelas autoridades de que era uma nova doença que estava se manifestando.

Enquanto Carlo realizava as pesquisas e cuidava dos doentes contraiu o vírus e, em duas semanas, morreu deixando a esposa e três filhos. Graças à formação, à dedicação, à rapidez e à presteza de Carlo Urbani, a epidemia, que atingiu 68 países e matou quase 800 pessoas, não foi tão grave como a atual.

Escrito por
Paulo Teixeira
Paulo Teixeira

Jornalista formado na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), atua como editor responsável das revistas O Mílite e Jovem Mílite há mais de quatro anos. É autor do livro "A comunicação na América Latina".

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