Ao ver a multidão, Jesus subiu ao monte. Quando sentou-se, os discípulos se aproximaram dele. Tomou a palavra e começou a ensinar: “Felizes os que têm espírito de pobre, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que choram, porque serão consolados. Felizes os mansos, porque possuirão a terra. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Felizes sereis quando vos insultarem e perseguirem e, por minha causa, disserem todo tipo de calúnia contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque grande será a vossa recompensa nos céus.
COMENTÁRIO
Hoje vamos falar de vida e de esperança. Neste evangelho, conhecido como o Sermão da Montanha ou das Bem-Aventuranças, Jesus chama de muito felizes, de bem aventuradas àquelas pessoas que nós chamamos de infelizes e desventuradas.
Não é fácil entender essas palavras de Jesus. Já pensou? Como pode um pobre, que não tem sequer onde morar, ser o dono do Reino dos Céus e, como pode ser chamado de feliz aquele que chora? Difícil de entender, porém uma coisa é certa, se tudo isso nos desagrada, a pobreza, o sofrimento, a fome e a sede, enfim, todas as coisas que nos angustiam, também não agradam a Deus.
Deus não fica nada satisfeito por nos ver mergulhados em sofrimentos e angústias. Deus não nos manda desgraças e tribulações. Ele não quer ver nenhum de seus filhos sofrendo e reservou, para cada um dos bem-aventurados, a plena felicidade na Glória Celeste.
Vamos nos ater em algumas das bem-aventuranças. A primeira proclama de felizes ou bem-aventurados, os pobres em espírito. Para nossa cultura, essa expressão pode parecer estranha e levar-nos a concluir que, esses “pobres” são pessoas sem cultura, atrasadas mentalmente ou que não possuem bens materiais.
Essa bem-aventurança não é dirigida para uma determinada classe social. Não é também uma mensagem de resignação e conformismo para aqueles que não fazem parte da alta-sociedade. Com suas palavras, Jesus não quer exaltar a pobreza, não está aprovando a miséria e, muito menos dizendo que todos os pobres são bem-aventurados.Leia Mais30° Domingo do Tempo Comum29° Domingo do Tempo ComumConvido todos para a festaA pedra rejeitada tornou-se a pedra angular
O pobre em espírito não é necessariamente aquele que não tem o que comer, nem aquele que não tem bens ou onde morar. O pobre que Jesus se refere é aquele que está ciente de sua pequenez diante de Deus. Aquele que não é arrogante, ambicioso e autossuficiente. Esse pobre é humilde, desapegado dos bens terrenos, e tem Deus como seu maior tesouro.
O espírito de pobreza não é exclusividade dos moradores da periferia. Nada impede que more em mansão quem tem espírito de pobreza. Para ser pobre em espírito, não é necessário andar maltrapilho. É preciso sim, recusar-se a viver uma vida farta sozinho. É necessário despojar-se dos excessos, é usar seus bens em favor dos menos favorecidos. Esse “pobre” sabe distribuir, paga salário justo aos seus funcionários e vive a caridade fraterna.
Jesus também chama de bem-aventurados os aflitos, os que sofrem e os que choram, pois serão consolados. Aqui se encaixam todos os bem-aventurados, pois certamente, Deus irá consolar todos os que choram, os mansos, os pobres, os misericordiosos, enfim, Deus irá consolar todos que sofrem por amor.
É muito difícil entender o que significa sofrer por amor, porque amor está relacionado com alegria, amor é sinônimo de felicidade. No entanto, dor e cruz também estão relacionados com amor, pois foi por amor que Jesus se submeteu ao martírio e se deixou crucificar. Dor, resignação e cruz, são palavras que rimam com Jesus, são caminhos que levam à Verdadeira Luz.
Felizes os misericordiosos, os mansos e puros de coração, os que promovem a paz, que têm fome e sede de justiça e que por isso, são perseguidos e injuriados. Em todas essas bem-aventuranças se encaixam os missionários, evangelizadores, catequistas, líderes classistas e, até mesmo, alguns raríssimos homens públicos e políticos que lutam por um mundo melhor e por uma justa distribuição de renda.
Hoje, Jesus dá esperança para aqueles que tiram do lixo o sustento de suas famílias e também chama de bem-aventurados os pais desempregados, as vítimas da globalização, os índios expulsos de suas terras, os favelados, os aposentados, os sem-terra e sem teto. Todos serão consolados e receberão uma grande recompensa no céu. O pobre Lázaro (Lc 16,19-31) é um bom exemplo dessa verdade.
3º Domingo do Tempo Comum – (Mt 4, 12-23)
Ao saber que João Batista estava preso, Jesus muda de residência. Deixa Nazaré, onde viveu por trinta anos e vai morar às margens do mar da Galileia, em Cafarnaum que, apesar de ser uma grande cidade, não era habitada pela classe nobre dos israelitas.
2º Domingo do Tempo Comum – (Jo 1, 29-34)
No Evangelho de hoje João nos apresenta Jesus como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. De fato, Jesus muito se assemelha ao cordeiro.
Ano jubilar marca os 800 anos da morte de São Francisco de Assis
Celebração na Basílica de Santa Maria dos Anjos marcou início da última etapa de comemorações ligadas ao santo italiano; Papa proclamou ano jubilar especial.
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