Por Espiritualidade Em Formação

O Relógio e o Relojoeiro

A mão misteriosa que rege as 'casualidades'


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A mão misteriosa que rege as 'casualidades'


“Portanto, o senhor reconhece enfim que nós podemos conhecer qualquer coisa não somente através da visão direta, mas conseguimos chegar ao conhecimento de uma determinada causa partindo de um efeito. É verdade?”

“Sim.”

“O que diria o senhor de um homem que, a respeito do seu relógio, raciocinasse da seguinte maneira: ‘Esta caixa metálica se desprendeu por casualidade de uma mina, se fundiu sozinha de modo singular, se purificou e tomou a forma que vemos agora. A inscrição se imprimiu também por pura casualidade. Até o cristal se fundiu e se lapidou por puro acaso. As próprias engrenagens de roda se fizeram sozinhas. E as demais peças que compõem este relógio se formaram sozinhas por puríssima casualidade e, no final, se uniram todas como as vemos agora e marcam a hora sem necessidade de uma mente humana, nem sequer de uma mão de um homem: tudo por casualidade’. Se esse homem fizesse tais afirmações, o que diria o senhor?”

“Que provavelmente está louco.”

“Pois bem, na natureza temos organismos formados de modo incomparavelmente mais misterioso. Sem dúvida o senhor se admira quando estuda a anatomia, mesmo que seja só a composição de um olho humano. Quantas partes diferentes, que delicadeza e como servem magnificamente para ver! 

A natureza inteira está composta de milhões e milhões de milhões de 
organismos que vivem, se desenvolvem e se reproduzem. Caberia afirmar que estas maravilhas da natureza são pura casualidade? Alguém poderia afirmar: ‘Tudo isso acontece sem uma causa, é verdade; mas tais causas têm por sua vez uma própria causa, e estas outras causas ainda’. Entretanto, nesta série de causas, levada ao infinito, por acaso não teremos que admitir uma causa primeira? Por si só, com efeito, as causas não dão nenhuma perfeição, mas comunicam somente aquilo que elas mesmas receberam, enquanto a nós interessa o artífice daquela perfeição. Tem que existir uma causa primeira,... e essa causa é Deus.”

“É evidente.”

No rosto daquele senhor se notava uma espécie de maravilha, pelo fato de que até aquele momento não tinha conseguido chegar a uma conclusão semelhante; é possível que até então nunca tivesse refletido sobre essa verdade (Escrito 1024).

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