Por Paulo Teixeira Em Nossa Senhora

Mês de celebrar Maria

Talvez, em alguma ocasião, nos perguntaram: “Por que o mês de maio é dedicado a Nossa Senhora? Onde surgiu esta ideia? Sabemos responder esta pergunta, buscando na história as origens e o desenvolvimento do mês de Maria?

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Antes de ser celebrado na cultura ocidental, já era celebrado no Oriente. No Egito, nos séculos VI e VII, já existia a liturgia quotidiana do mês de Kiahk, 10 de dezembro a 8 de janeiro. Era um tempo de preparação para o Natal e de louvor à Virgem Mãe.

Este ritual era composto por quatro partes: um cântico poético glorificando a mãe de Deus; uma salmodia em louvor à Virgem Maria; uma paráfrase das palavras e relatos bíblicos sobre Maria; e um comentário, trazendo os acontecimentos para o quotidiano da vida dos cristãos. A partir do século Xl, foi acrescentado o jejum, para recordar o último mês da gravidez de Maria que, segundo a tradição, tinha passado por momentos de perseguição.

Então.,. onde maio surge como um mês mariano?

No Ocidente, o mês de maio está ligado à explosão da estação primaveril, com suas flores coloridas que alegram e acendem a paixão e o amor no coração humano. O primeiro impulso foi dado, sem dúvida, por alguns jesuítas. O primeiro foi o Padre Annibale Dionisi, que em 1725 publicou “O mês de Maria, ou seja, o mês de maio consagrado a Maria, com o exercício de várias flores de virtudes propostas aos verdadeiros devotos dela...”. Nesta obra encontram-se elementos que ainda hoje estão presentes no mês mariano, como a oração do rosário e das ladainhas diante da imagem de Nossa Senhora, os fioretos e propósitos espirituais, e as jaculatórias marianas.

Diante desta realidade, tão rica e expressiva, devemos reconhecer os frutos espirituais produzidos pela celebração-comemoração do mês de Maria: o aprofundamento das verdades da fé, a experiência religiosa através de cantos populares, os encontros de oração comunitária, geralmente no âmbito doméstico, e o crescimento da confiança na mãe de Deus.

Depois da crise da mariologia, vivida após o Concílio Vaticano II, de algum modo foi sendo retomada, com entusiasmo e profundidade, a celebração do mês de Maria. Nós precisamos assumir o compromisso de tomar as celebrações do mês de maio mais bíblicas, resgatando a Maria da história, a mãe e discípula de Jesus, a mulher do seu tempo, que enfrentou os desafios da vida, a inspiradora para nossos dias, mais cristocêntrica e eclesial. Neste mês, devemos conservar seu forte caráter orante, através de encontros nas casas das famílias, nas nossas comunidades, nas celebrações litúrgicas e na prática individual de nossas devoções.

As celebrações marianas no mês de maio são fenômenos comprovados em todo o continente latino-americano. Por isso, resgatando nossa história, queremos desejar aos leitores deste artigo, que nunca tenham medo de amar Maria. Com Ela vamos construir esta história de amor entre a mãe e seus filhos.

Que Maria de Nazaré nos acompanhe e acompanhe as nossas comunidades na caminhada, neste mês dedicado a Ela, e que as iniciativas, celebrações e homenagens nos ajudem a estar mais perto de Maria e de seu Filho Jesus.




Escrito por
Paulo Teixeira
Paulo Teixeira

Jornalista formado na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), atua como editor responsável das revistas O Mílite e Jovem Mílite há mais de quatro anos. É autor do livro "A comunicação na América Latina".

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