Por Espiritualidade Em Nossa Senhora

Viva Maria mãe de Deus e nossa mãe



A Virgem Imaculada conta conosco


Por Diego Lima

Olá, pessoal! Um novo ano inicia e nos enchemos de esperança de que 2021 seja um ano repleto de alegria, saúde e felicidade. E iniciamos celebrando Maria, sob o título de Mãe de Deus. Este é um dos quatro Dogmas Marianos que temos na Igreja.

Mas inicialmente, o que é um Dogma? Palavra geralmente usada em um sentido pesado e difícil; para a Igreja, é uma definição verdadeira, revelada por Deus, sobre algum ponto essencial para a fé. Ela não é uma verdade imaginada ou inventada. De modo mais prático, dogma é uma “verdade absoluta” que é definitiva e, depois de proclamado, não pode ser revogado nem mesmo pelo Santo Padre.

Para entendermos melhor, o Catecismo da Igreja Católica nos explica que “os dogmas são luzes no caminho da nossa fé: iluminam-no e tornam-no seguro” (CIC 89). Desse modo, eles nos auxiliam como “placas de sinalização” que nos guiam no caminho da nossa fé, rumo ao céu.

Na Igreja, temos oito tipos de dogmas. Entre eles, os Dogmas Marianos, que incluem Theotókos, palavra de origem grega que significa “Maria é Mãe de Deus”. E, desde modo, podemos pensar, como Maria, humana, gerou Deus? No livro “A virgem Maria”, que reúne catequeses do Papa São João Paulo II sobre Nossa Senhora, encontramos que “o Filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é lhe consubstancial. Nessa geração eterna, Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi, então, concebido e dado à luz por Maria”. Assim, com a proclamação que Maria é “Mãe de Deus”, a Igreja afirma que Nossa Senhora é a “Mãe do Verbo Encarnado” que é o próprio Deus.

Em 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso nos ensinou que “um só e mesmo é Aquele que é gera¬do pelo Pai desde a eternidade e Aquele que nasceu de Maria como homem”. Por isso, Maria pode e deve ser chamada de “Mãe de Deus”, pois Ela concebeu na carne o mesmo Filho Unigênito do Pai.

Assim, a celebração realizada todo dia 1o de janeiro nos faz re¬fletir sobre esse dogma e nos auxilia no caminho da fé, podendo invocar a intercessão dela que é Mãe de Deus e nossa Mãe!

Outros três dogmas Marianos

O dogma da Perpétua Virgindade de Maria foi proclamado em 649, pelo Concílio de Latrão. Nossa Senhora foi sempre Virgem, tanto antes como durante e depois do parto. “Os diversos credos e concílios antigos retomaram e afirmaram esta verdade. Santo Inácio de Alexandria, São Justino, Santo Irineu, Santo Epifrânio, Santo Efrém, Santo Ambrósio, São Jerônimo e Santo Agostinho foram os exímios defensores da Virgindade de Maria. A Virgindade Perpétua de Maria faz parte integrante da fé cristã”, afirma Padre Eugênio Bisinoto, Redentorista da Província de São Paulo.

Uma data muito importante para nós da Milícia da Imaculada, o dia 8 de dezembro de 1854, foi marcado pela definição do terceiro dogma mariano: A Imaculada Conceição de Maria, proclamado pelo Papa Pio IX. “A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis” declara Pio IX na Bula Ineffabilis Deus.

Por fim, em 1950, o Dogma de Assunção de Maria foi proclamado pelo Papa Pio XII. Este dogma nos mostra que a Virgem Maria foi elevada de corpo e alma à glória. O Santo Padre indica que “a Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”, conforme a Constituição Apostólica Munificentissimus Deus. O documento “Catequese Renovada”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), apresenta que “a Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história” (235).

Neste ponto de nossa conversa, vemos que os dogmas referentes ao papel da Virgem Maria na história da salvação são profundamente conectados entre si e nos apresentam quão bela é a ação de nosso Pai para nos resgatar.

Que possamos, neste novo ano, nos aprofundar sobre os dogmas da nossa Santa Igreja. Eles nos trazem verdades que são cheias de esperança e nos auxiliam no caminho da salvação. Um santo e abençoado 2021 a todos! Até a próxima!

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