A nossa preocupação não são as minhas palavras, usadas aqui para fazer compreender este belíssimo documento do Papa Francisco, intitulado Gaudete et exultate, mas permitir que meus queridos leitores possam ler comigo o documento. A minha missão é só acrescentar algumas palavras para compreendê-lo melhor, e espero não provocar confusão. No número 8 desse documento o Papa Francisco nos chama à atenção: nós estamos circundados por tantos santos e Deus, na Sua bondade infinita, vai suscitando os santos nos momentos históricos mais difíceis, para que nos lembrem que a Igreja nunca deixa de fazer surgir santos para iluminarem as nossas trevas.
Ele recorda o caso de Santa Teresa, que invoco sempre como Santa Edith Stein, Carmelita Descalça que, abandonando a cátedra de filosofia, entrou no Carmelo, e desde o Carmelo, levantou a sua voz contra o nazismo, dando a própria vida. Assim aconteceu com São Maximiliano Kolbe. Os santos jamais se dobram diante da injustiça e diante do mal, mas, de maneira diferenciada, levantam a própria voz e condenam todos os regimes totalitários que impedem a liberdade e ferem os direitos humanos.
É através dos santos, como é através de cada um, que Deus constrói a nossa história e a história da humanidade. Cada um de nós tem uma missão. É como na construção de uma casa ou de uma igreja. Não são importantes somente as pinturas, os mosaicos, mas também o pequeno tijolo escondido, que não se vê. O mundo de hoje necessita de uma nova visão do cristianismo, isto é, cristãos que sejam lâmpadas nas trevas do nosso tempo. Se cada um de nós acende a sua pequena lâmpada, o mundo será iluminado. Um fósforo aceso na noite não faz muita diferença, mas milhões de fósforos acesos iluminam como se fosse dia. Eu me convenço cada vez mais de que a minha vida não pode ser monótona nem pessimista, e nem tampouco apagada, mas devo deixar-me iluminar pela luz de Cristo e, assim, abriremos novos caminhos para nós e para aqueles que vierem atrás de nós.
No seu ambiente familiar e de trabalho, você é um cristão de qualidade ou se esconde para não ser visto, quase com medo de sua fé? Não é preciso fazer discursos, mas fazer da vida um discurso de fé e de amor. Agradeçamos a quem semeou no nosso coração sementes de fé, de responsabilidade, sementes de justiça e sementes de alegria. Existem também, hoje, situações limites em que se necessita de profetas que gritem que a injustiça e a exclusão dos nossos irmão são contra o projeto de Deus. Ele nos quer todos irmãos e irmãs de mãos dadas, caminhando na construção de um mundo mais humano e mais justo.
Fonte: O Mílite
3o Domingo da Páscoa - “Ao repartir o pão, reconheceram Jesus!” - (Lc 24, 13-35)
Estamos ainda vivendo o período Pascal. O tempo Pascal vai até o Domingo de Pentecostes, por isso dizemos que hoje é o terceiro Domingo da Páscoa e não o terceiro Domingo depois da Páscoa. Acompanhe agora o Evangelho comentado por Jorge Lorente.
2º Domingo da Páscoa – “Nós vimos o Senhor!” (Jo 20, 19-31)
A liturgia de hoje nos fala do encontro de Jesus com seus apóstolos no cenáculo.
Meditações da Semana Santa – Retiro Quaresmal 2026
Ao chegar à Semana Santa, somos convidados a entrar mais profundamente no mistério central da nossa fé, acompanhando de perto os passos de Cristo em sua entrega por amor. Nesta semana, a Palavra nos conduz da cruz à vida nova, revelando um amor que transforma tudo.
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