O Papa Francisco foi, na última sexta-feira (25), à embaixada da Rússia junto à Santa Sé para transmitir sua preocupação com a invasão russa da Ucrânia ao embaixador russo, em uma quebra sem precedentes do protocolo diplomático. O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que o papa passou cerca de 30 minutos na embaixada, que fica perto do Vaticano.
"Ele foi expressar sua preocupação com a guerra", afirmou Bruni à agência de notícias Reuters. Bruni não comentou sobre uma reportagem que afirmou que o papa, de 85 anos, havia oferecido a mediação do Vaticano.
Acreditava-se ser a primeira vez que um papa foi a uma embaixada para falar com um embaixador em um momento de conflito. Os enviados estrangeiros são normalmente convocados pela Secretaria de Estado do Vaticano ou se reúnem com o Papa no Palácio Apostólico.
Em uma entrevista com a Reuters em 14 de fevereiro, antes da invasão, o embaixador da Ucrânia no Vaticano, Andriy Yurash, disse que Kiev estaria aberta a uma mediação do conflito pelo Vaticano.
Em uma declaração na quinta-feira, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse que a Santa Sé esperava que aqueles que têm nas mãos o destino do mundo tivessem um "vislumbre de consciência".
Líderes mundiais acusaram o presidente russo, Vladimir Putin, de flagrante violação do direito internacional ao lançar o maior ataque de um estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Fonte: Vatican News
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