Após a oração mariana dominical da janela do Palácio Apostólico que dá para a Praça São Pedro, o Papa Francisco expressou sua "preocupação e tristeza com a grave crise que afeta o Haiti e os episódios violentos que ocorreram nos últimos dias" e se disse próximo da Igreja e do "querido povo" que vem sofrendo há anos.
Convido-os a rezar, por intercessão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, pelo fim de toda violência e para que todos ofereçam sua contribuição para o crescimento da paz e da reconciliação no país, com o apoio renovado da comunidade internacional.
Um país paralisado
Arcebispo de Porto Príncipe: “Nosso povo é um povo que quer viver"
Os moradores da capital do Haiti buscaram segurança após a última onda de violência de gangues. Um grupo da Onu lançou o alarme de uma "cidade sitiada" depois que assaltantes armados atacaram o palácio presidencial e a sede da polícia. Os grupos criminosos, que já controlam grande parte de Porto Príncipe e as estradas que levam ao resto do país, desencadearam caos nos últimos dias em uma tentativa de defenestrar o primeiro-ministro, Ariel Henry, da liderança do país mais pobre do hemisfério ocidental. A polícia e os guardas do palácio estão trabalhando para reconquistar algumas ruas da capital depois que as gangues lançaram ataques maciços contra pelo menos três delegacias de polícia. Os líderes do Caribe convocaram uma reunião de emergência para esta segunda-feira, na Jamaica, sobre o que chamaram de "terrível" situação no Haiti. O principal porto de Porto Príncipe fechou suas portas, bloqueando dezenas de contêineres cheios de alimentos e suprimentos médicos, em um momento em que, de acordo com as autoridades da Onu, metade dos mais de 11 milhões de habitantes do país não tem o suficiente para comer e 1,4 milhão está passando fome.
Diante d’Ele não há segredos: Ele lê os corações. Essa capacidade pode ser inquietadora porque, se mal utilizada, prejudica as pessoas, expondo-as a julgamentos impiedosos. Pois ninguém é perfeito, todos somos pecadores, todos erramos, e se o Senhor usasse o conhecimento de nossas fraquezas para nos condenar, ninguém poderia ser salvo.
Mas não é assim, continuou o Papa. Pois Ele não a usa para apontar o dedo para nós, mas para abraçar nossas vidas, para nos libertar do pecado e nos salvar. Jesus não está interessado em nos colocar em julgamento e nos submeter a sentenças; Ele não quer que nenhum de nós se perca. Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo.
O Papa: há muito a ser feito para que seja reconhecida a igual dignidade das mulheres
Antes de concluir, o Santo Padre solicitou-nos a pedir ao Senhor que nos dê um olhar de misericórdia, para não julgar os outros, mas ajudá-los, que olhemos para os outros como Ele olha para todos nós.
Pensemos em nós, que tantas vezes condenamos os outros; tantas vezes gostamos de fazer fofoca, de procurar fazer fofoca contra os outros. Peçamos ao Senhor que nos dê esse olhar de misericórdia, que olhe para os outros como Ele olha para todos nós. Que Maria nos ajude a desejar o bem uns dos outros.
Fonte: Vatican News
Leão XIV: 1 ano de pontificado
Do primeiro discurso da sacada central da Basílica de São Pedro à presença em meio ao povo africano, relembre os atos de Leão XIV no primeiro ano como Papa.
Coletiva com a presidência encerra 62ª Assembleia Geral da CNBB
Maior encontro do episcopado brasileiro aconteceu entre os dias 15 e 24 de abril e aprovou a atualização do texto das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Após emendas, texto das DGAE será apresentado hoje na 62ª Assembleia Geral da CNBB
Atualização das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil é o tema central do encontro do episcopado Brasileiro.
Boleto
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.