Uma “trégua pascal”: foi o que pediu o Papa Francisco ao final da missa do Domingo de Ramos (10), antes de rezar o Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.
Ao nos dirigir a Nossa Senhora, disse o Pontífice, recordamos o que o Anjo do Senhor disse a Maria na Anunciação. “Nada é impossível a Deus, inclusive fazer cessar uma guerra da qual não se vê o fim. Uma guerra que todos os dias nos coloca diante dos olhos massacres hediondos e atrozes crueldades realizadas contra civis inermes. Rezemos por esta intenção”.
Estamos nos dias que precedem a Páscoa, disse ainda o Pontífice, ou seja, nos preparamos para celebrar a vitória de Jesus sobre o pecado e a morte e não contra alguém.
“Mas hoje há a guerra, porque se quer vencer assim, de maneira mundana, mas assim somente se perde. Por que não deixar que Ele vença? Cristo carregou a cruz para nos libertar do domínio do mal, morreu para que reine a vida, o amor e a paz.”
Ele fez seu enésimo apelo. “Deponham-se as armas, se inicie uma trégua pascal, mas não para recarregar as armas e retomar o combate, não! Uma trégua para se chegar à paz através de uma verdadeira negociação, disponíveis também a qualquer sacrifício pelo bem das pessoas. Com efeito, que vitória será aquela que fincará uma bandeira sobre um acúmulo de escombros? Nada é impossível a Deus. A Ele confiamos por intercessão da Virgem Maria”.
Antes da oração mariana, o Pontífice saudou os peregrinos oriundos de vários países e quem acompanhou a cerimônia através dos meios de comunicação. Em especial, saudou “o querido povo do Peru”, que está atravessando um difícil momento de tensão social. Francisco garantiu sua oração, fazendo votos de que todas as partes encontrem o mais rápido possível uma solução pacífica pelo bem do país.
Fonte: Vatican News
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