No hemisfério norte, a celebração da Páscoa coincide com o início da primavera. Depois do inverno rigoroso, a natureza renasce e a vitalidade e a beleza das plantas e flores de alguma forma recorda a ressurreição.
Por Paulo Teixeira Em Liturgia é Vida Atualizada em 18 ABR 2019 - 09H39

Os símbolos pascais

Os símbolos pascais

Por Padre Clemilson Teodoro

No hemisfério norte, a celebração da Páscoa coincide com o início da primavera. Depois do inverno rigoroso, a natureza renasce e a vitalidade e a beleza das plantas e flores de alguma forma recorda a ressurreição. 


A festa da Páscoa sempre foi carregada de vários símbolos que nos ajudam a aproximar-nos de seu significado. A cor branca é própria do tempo pascal, lembra a vitória do cordeiro imolado sobre a morte e o mal, trazendo para nós a paz da reconciliação com Deus.

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A cruz vazia ou só com o lençol branco, como é costume em algumas comunidades, nos recorda que o fim de tudo não está na cruz, nela está o início de uma vida nova, de um novo tempo.

O ovo é um dos símbolos pascais mais conhecidos e também o mais explorado pelo comércio que muitas vezes identifica o evento central da nossa fé apenas nos ovos de chocolate.

O ovo é símbolo da vida; desde os primeiros séculos, por ocasião da Páscoa, era costume presentear as pessoas com ovos enfeitados e coloridos. Ainda hoje os judeus têm no ovo um dos símbolos pascais mais importantes. Ele representa o povo judeu em seu peregrinar sofrido na história; quanto mais oprimido, mais resistente, assim como o ovo, quanto mais cozido, mais duro.

O cordeiro é o símbolo religioso mais antigo da Páscoa. No novo testamento, simboliza Cristo, chamado de cordeiro de Deus por João Batista, e imolado na cruz, quando no templo de Jerusalém se iniciava a matança dos cordeiros pascais.

O círio pascal, aceso na vigília e em todas as celebrações do tempo pascal, é associado à luz, é símbolo do ressuscitado, vencedor das trevas e da morte.

O coelho não é símbolo religioso de Páscoa. Como símbolo de fecundidade foi usado na antiguidade pelos egípcios. Os coelhos se reproduzem constantemente.

A pomba pascal também não é símbolo religioso, mas comercial. É de origem italiana, trata-se de um doce tipo “panetone”, mas no formato de uma pomba; é possível ver nela um símbolo de paz, de unidade e de fraternidade.

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