Maria é a mulher imaculada, a mulher do Apocalipse, a mulher na qual Deus nos oferece um autêntico discernimento do que é o bem e nos dá energia para lutar e vencer o mal.
Por Paulo Teixeira Em Mariologia Popular

Milícia de Maria

Kolbe desenvolveu um apostolado militante

Por Padre José Cristo-Rey Garcia Paredes, Missionário claretiano.
Autor de Mariologia. Síntese bíblica, histórica e sistemática.

São Maximiliano Kolbe é para mim uma grande inspiração para a reflexão teológica e mariologia. Ele foi para mim como a ratificação da “parceria” entre Maria e o Espírito Santo no tempo da Igreja e no tempo da vida de Jesus. Creio que ele compreendeu muito bem o significado que tem a Imacualda como a mulher que luta contra os maus espíritos, porque ela é a colaboradora do espírito santo e não colabora com os espíritos do mal. Kolbe desenvolveu um apostolado militante, isto é, que combate os pecados, as injustiças e os maus espíritos que querem possuir a terra e a humanidade. Ele consagra a humanidade à imaculada, àquela que nunca fez aliança com o pecado, com o mau, mas esteve sempre com o Espírito de Deus. Maria é a mulher imaculada, a mulher do Apocalipse, a mulher na qual Deus nos oferece um autêntico discernimento do que é o bem e nos dá energia para lutar e vencer o mal. 





Estamos num tempo no qual os símbolos militares têm um certo lastro e não são bem aceitos. Queremos oferecer a cultura da paz. Quando se fala de Milícia da Imacualda, devemos entendê-la de forma profética não como exército ou militância, mas na linha do livro do Apocalipse. Nós, da Milícia da Imacualda, queremos ser os continuadores da luta do espírito de Deus. As forças do mal podem ser da economia, da escravidão ou as forças que não respeitam a dignidade humana, devemos combatê-las. Também as forças do pecado que nos afastam da aliança com Deus devem ser combatidas. Nossa militância é a da amizade com o cordeiro, com o cordeiro de Deus que se sacrifica pela vida do mundo e tem o espírito de Deus para vencer. Na Milícia da Imaculada nós não somos os protagonistas, somos como Maria “cúmplices” do espírito e do cordeiro. Devemos celebrar aqui no mundo a vitória do cordeiro. Devemos celebrá-la na liturgia e também na nossa missão no mundo sabendo que o mal não vencerá e que a vitória final já nos está sendo concedida.

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