Olhando a praia, com toda aquela areia que parece até um deserto, imaginamos que as águas salgadas do oceano são o limite entre nossas cidades e o desconhecido. Mas o fato é que no oceano tem mais vida, outras vidas, vidas diferentes. Por exemplo, tem muita gente que trabalha entre as ondas, seja em plataformas de petróleo, navios ou barcos de pesca.
A biodiversidade marinha conta com seres vivos bem diferentes daqueles que habitam a terra. Tem florestas marinhas com plantas enormes chamadas de algas. Há também os corais que são seres vivos que crescem sobre as pedras e com suas cores e formas exuberantes atraem peixes, moluscos e crustáceos para se alimentarem ao seu redor num equilíbrio vital.
Tem aves que vivem no céu, entre o oceano e a terra firme. Fazem ninhos nas árvores e encostas, e se alimentam na água. Os pinguins são aves marinhas. Não voam como as gaivotas, mas, na água, deslizam com a mesma facilidade com que os pássaros voam no céu. Até nas pedras em que as ondas batem com toda força tem vida marinha. Bem agarrados na pedra, mexilhões crescem protegidos por suas conchas. São espécies de moluscos, bichinhos moles com conchas como as ostras. Tem também os crustáceos, seres invertebrados como camarões, lagostas e caranguejos.
No oceano vivem os peixes, bem diferentes daqueles que tem nos rios, pois vivem na água salgada. O maior peixe marinho é o Tubarão-baleia que pode chegar a mais de 20 metros de comprimento. Ele não é uma baleia, é um tubarão, um peixe.
As baleias, os golfinhos e os peixes-boi são mamíferos marinhos. Respiram por meio de pulmões, como nós, e não por meio de brânquias como os peixes. Mas têm um folego muito maior que o nosso: em geral eles podem ficar 15 minutos sem respirar, mas algumas espécies chegam a prender a respiração por 2 horas.
Já leões marinhos, focas e morsas são mamíferos marinhos que se distinguem das baleias por serem carnívoros. As baleias se alimentam de peixes e, sobretudo, de pequenos camarões chamados krill.
Fonte: Pequeno Milite
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