Criatividade para evangelizar

A gente se acostuma, mas não devia

O relógio simples marca a hora e a gente nem vê o tempo passar. É... A gente se acostuma com os ponteiros da vida, mas não devia.

Escrito por Nathalia Silva

26 AGO 2020 - 07H00 (Atualizada em 17 MAI 2023 - 14H05)

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Olhei na parede de casa e vi dois quadros que eu mesma fixei há alguns anos. São lindos e têm a foto de cada uma das minhas filhas de quando elas completaram um aninho. A gente já passou na frente das fotos por muitas e muitas vezes. Reparávamos nos cachinhos do cabelo, na cor dos olhos, nas mãos gordinhas... Tudo tão precioso. Aí passou mais um tanto de tempo e a gente parou de reparar que os quadros estavam lá. A gente se acostumou com aquela decoração.

Hoje pela manhã, enquanto eu arrumava as bolsas pra sairmos, passei os olhos neles e percebi que permaneciam tão lindos com quando eu os preguei na parede. Porque será que já faz tanto tempo que a gente não fala sobre eles?

Este pensamento tão bobo e rotineiro me fez recordar as bênçãos cotidianas que costuram a nossa história e nos fazem ser quem somos. Aquelas graças que a gente recebe assim que acorda, abre os olhos e enxerga o novo dia que nasceu; a bênção do pão sobre a mesa no café da manhã, do bom dia dos filhos e netos; o milagre do sol que nasceu e da água que nos dá a vida; enfim, coisas que são parte do dia a dia, sem as quais não seriamos os mesmos.

Neste mesmo dia cheguei à sede da MI, entrei no Santuário e agradeci pela Milícia da Imaculada fazer parte deste ramalhete de bênçãos diárias. Gosto de uma música do Padre Zezinho que diz assim “a gente se acostuma, mas não deveria”. Pois é.

Buscar doações todos os dias e trabalhar para que a nossa Obra cresça faz parte da rotina dos nossos evangelizadores. Doar para a evangelização faz parte da nossa vida, não é mesmo? Há quanto tempo este lindo quadro da missão está fixado na sua vida? 5, 10, 20 anos? 1 ano? 1 mês? Não importa há quanto tempo você descobriu a lindeza da evangelização. Importa é não deixar cair no esquecimento, acostumando-se em ver aquela revista, aquele boleto todo mês sobre a mesa.

Pensar em tudo isso tem um objetivo bem claro: abrir os olhos para reconhecer como é bom e precioso fazermos parte desta família consagrada, como é feliz aquele que foi escolhido por Nossa Senhora esta Obra. Este sentimento é poderoso! Ele nos move a fazer mais e melhor, a sermos fiéis em nosso sim e é capaz de encher a nossa vida de alegria, mesmo naqueles dias mais escuros.

Se a gente se acostumou, agora é hora de colocar reparo. Se passou batido e a gente nem se lembra há quanto tempo é mílite, este é o momento de retomar e fazer memória do que nos motivou a abrir o coração. Tem revista O Mílite parada em casa? É tempo de tirá-las da gaveta e dar de presente para alguém que não conhece a MI. Passou meses sem doar? Doe hoje mesmo! Abra bem seus olhos: o seu milagre está aí!

Nathalia Silva Pinto
Projeto Família Consagrada

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