“Disse Jesus: ‘Se algum de vocês tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe quando ele volta do campo: ‘venha depressa para a mesa?’ Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepare-me o jantar, cinja-me e sirva-me, enquanto eu como e bebo; depois disso você vai comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque ele fez o que lhe havia mandado? Assim também vocês: quando tiverem cumprido tudo o que lhes mandarem fazer, digam: ‘somos empregados inúteis; fizemos o que devíamos fazer!’” ( Lc 17, 7-10 )
Meu amigo Tajú se aproximou e, com uma feição bem triste, me disse: “Jorge, eu e a Desirée, minha esposa, acabamos de ler e reler o Evangelho acima e estamos decepcionados! Não dá para acreditar que depois de nos dedicarmos por tantos anos na catequese, na coordenação da pastoral dos surdos e cegos, nas transmissões das missas, agora Jesus nos chama de inúteis? Sinceramente, é muito para meu gosto”.
“Vamos ver!” – disse, eu – “uma coisa já posso adiantar, tudo o que está escrito na Bíblia é realmente Palavra de Deus, e Deus não mente, portanto, se está escrito, é verdade!”. Então, me propus a verificar junto com eles esse texto e tentar eliminar suas dúvidas. Confesso que após reler o texto eu me vi obrigado a concordar com eles e dizer que eu também não acreditava que essas palavras teriam saído da boca de Jesus.
A dúvida é salutar. Ela nos leva a procurar a verdade. Não podemos simplesmente discordar e deixar por isso mesmo, ou procurar respostas em qualquer lugar. Após pesquisar e rebuscar em fontes confiáveis da nossa Igreja, as nossas dúvidas começaram a desaparecer.
Concluímos que a confusão foi gerada na tradução. A palavra grega utilizada no original tem dois sentidos: inútil e indigno. Conhecendo Deus como nós conhecemos, o termo indigno é o mais adequado. Jesus jamais chamaria de inútil alguém empenhado em ajudar no Projeto de Salvação. Com essas palavras, Jesus quer mostrar qual é a nossa condição perante Deus.
Depois de fazermos tudo que é do nosso dever, depois de realizarmos tudo o que é necessário ser feito, a nossa condição é a de servos indignos e, jamais, de servos inúteis. Ou seja, mesmo sendo bons com nossos irmãos, dedicados nas tarefas paroquiais, obedientes e cumpridores da vontade de Deus, não nos tornamos merecedores do favor divino, continuamos sem mérito, totalmente dependentes da graça e da misericórdia de nosso Pai celestial.
Tudo que Deus nos dá, não é por nosso mérito, mas sim por Seu grande amor por nós, simplesmente por sermos Seus filhos amados. Na carta aos Hebreus (Hb 6,10), o autor nos traz uma prova concreta do que acabamos de falar, dizendo: “Deus não é injusto para esquecer o trabalho de vocês e o amor que vocês demonstram pelo nome dele, já que vocês prestaram serviço aos santos e ainda estão servindo”.
Para concluir, vamos agradecer ao nosso Deus por Sua bondade revelada a cada instante das nossas vidas, mesmo sem merecermos. Deus nos usa para levar avante Seu Projeto de Salvação, quer ajuda para reaver Suas ovelhas e nos concede dons e talentos para servirmos a Ele, à Sua Igreja e ao nosso próximo.
Fonte: O Mílite
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