Por Eduardo Galindo Em Espiritualidade

Crescendo com os desafios da vida

Nos últimos anos testemunhamos profundas transformações sociais que exigiram a aceitação e a adaptação de novas rotinas por uma questão de sobrevivência

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Ainda é cedo para saber as consequências estruturais dessa pandemia. Por essa realidade ainda ser incerta e obscura, suscita muitas inquietações e questionamentos sobre como lidar com o sentimento de vazio, a falta de sentido e a desesperança. Esse período de pandemia mudou os hábitos de consumo. As pessoas não gastam o dinheiro da mesma forma, seja por não terem ou por destiná-lo a outras prioridades.

Isso atinge bastante o setor de vestuário, haja vista que o acessório se tornou a máscara, hoje a moda pouco importa; as despesas pessoais com eletrônicos aumentaram, principalmente celulares, tablets, notebooks; muitos profissionais precisaram transformar o lar em espaço de trabalho; a escola junto com todos os desafios exigirá ainda mais a participação dos pais no aprendizado dos filhos.

Para que a população retomasse suas atividades econômicas e sociais, sem deixar de lado a conscientização desse tempo de transformações, foi cunhado o termo “novo normal”. Mas o que é “normal” e o que é “novo”? Normal significa “norma”, “regra”, “habitual” e “comum”. A situação de vida da população não era boa antes da pandemia, os índices de doenças mentais eram alarmantes, a depressão já era considerada uma das doenças mais incapacitantes do mundo, e o aumento expressivo dos casos de ansiedade, transtorno de pânico e síndrome de burnout já ocorria.

O novo normal é um desafio que deve ser enfrentado como uma oportunidade para se valorizar a vida em comunidade. Foram os valores humanos da solidariedade, comunhão e empatia que possibilitaram a evolução do homem em sociedade. Devemos olhar para esta situação como uma possibilidade de mudança e transformação de velhos desafios que se somaram com problemas novos.

O olhar que podemos desenvolver é o da esperança para encarar os nossos desconfortos, incertezas, ansiedade, desamparo e angústia diante dessa situação terrível. Acredito que a negação do problema só faz aumentá-lo, temos diante de nós uma grande adversidade que precisa ser enfrentada com humanidade, partilha e solidariedade. Se distanciar das realidades da vida e do problema não é uma maneira segura e eficaz de resolver uma situação. Esse momento que vivemos é exigente, por isso é fundamental que resgatemos valores cristãos e reaprendamos a viver em família.

Escrito por
Eduardo Galindo (Divulgação)
Eduardo Galindo

Psicólogo Clínico, especialista em Psicoterapia Breve. Suas áreas de atuação são psicoterapia de adultos, grupos e casal, workshop, e assessorias de grupos e palestras.

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