Algumas pessoas abordam Jesus para lhe relatar o trágico episódio dos galileus que Pilatos matou cruelmente, misturando o sangue deles com o dos animais oferecidos em sacrifício. Por associação de ideias, Jesus lembra o desabamento da torre de Siloé, matando dezoito pessoas. Segundo a mentalidade judaica, em geral, doença, sofrimento e morte, especialmente violenta com derramamento de sangue, eram castigos por pecados cometidos.
Portanto, a maneira de relatar os acontecimentos trágicos poderia, algumas vezes, esconder certa presunção: nós, que não sofremos tal desgraça, somos justos e não pecadores como as vítimas. Conforme a tradição profética que busca perceber os apelos de Deus nos acontecimentos, Jesus afirma que ambos os fatos são um chamado à conversão urgente e comprometida.
O apelo à conversão é ainda reforçado pela parábola da figueira estéril, plantada na vinha (cf. Lc 13,6-9). Sem frutos, não há razão para conservá-la. É melhor cortá-la para liberar o terreno para outras plantas. A mensagem é de fácil compreensão. O dono da vinha é o próprio Deus, conforme a tradição profética (cf. Is 5). Israel é sua plantação predileta. O vinhateiro é Jesus, o enviado do Pai. Há três anos proclamava o Reino de Deus, convocando as pessoas à conversão, mas seu apelo não era atendido.
Embora sua pregação fosse superior à de Jonas (Lc 11,32), os contemporâneos de Jesus não acolhiam sua mensagem e não se dispunham à conversão. Contudo, apesar de toda essa dureza de coração, Deus continuava a ser paciente com eles.
O tempo suplementar concedido à figueira, mediante o apelo do agricultor, significa a misericórdia de Deus, revelada na missão de Jesus, que sempre espera que o pecador se converta. Contudo, é preciso saber: a longanimidade do Senhor não suprime a necessidade da mudança de vida. Não se pode abusar da paciência divina, desperdiçando oportunidades e adiando o momento da conversão.
É hoje que Jesus passa e é agora o momento da salvação. Há sempre o risco de se perder a oportunidade decisiva da salvação. O prazo para conversão é sempre concedido, mas por mais longo que seja nunca é interminável. Se, malgrado todos os cuidados recebidos, a figueira não começar a produzir frutos, será cortada.
Fonte: O Mílite
3o Domingo da Páscoa - “Ao repartir o pão, reconheceram Jesus!” - (Lc 24, 13-35)
Estamos ainda vivendo o período Pascal. O tempo Pascal vai até o Domingo de Pentecostes, por isso dizemos que hoje é o terceiro Domingo da Páscoa e não o terceiro Domingo depois da Páscoa. Acompanhe agora o Evangelho comentado por Jorge Lorente.
2º Domingo da Páscoa – “Nós vimos o Senhor!” (Jo 20, 19-31)
A liturgia de hoje nos fala do encontro de Jesus com seus apóstolos no cenáculo.
Domingo da Páscoa do Senhor – “Ainda não haviam entendido que Jesus devia Ressuscitar!” (Jo 20, 1-9)
Páscoa é a festa da vitória de Jesus sobre as forças do mal e da própria morte. É o dia da remissão da humanidade. Jesus Cristo, resplandecente e vitorioso, deixou para cada um de nós a certeza da vida eterna.
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