Lucas apresenta a chamada dos primeiros discípulos em um contexto inteiramente diferente dos demais evangelistas. De fato, no relato vocacional de Lucas, o que determinou que os discípulos seguissem a Jesus não foi, como em Marcos, o chamado do Senhor: “Vinde após mim” (Mc 1,17), mas sim, a experiência da pesca milagrosa, que revelou a Pedro e aos outros discípulos a autoridade da palavra de Jesus.
Com efeito, a narração enfatiza a “Palavra”. A multidão se apinhava em torno a Jesus para “ouvir a palavra de Deus”, e Pedro tomou a decisão de lançar as redes para a pesca confiando unicamente na palavra do Senhor. Mesmo se sua experiência profissional e a recente pesca mal sucedida sugeriam-lhe a impossibilidade de êxito, Pedro foi à pesca, em águas profundas, conforme o mandato do Senhor, e apanhou tantos peixes que as redes se rompiam e sua barca não podia contê-los.
O significado simbólico da pesca extraordinária emerge espontaneamente: é prefiguração do crescimento da Igreja, entre os gentios, por meio da pregação apostólica. O estupor que invade Pedro e os companheiros, bem como a ordem “não temas!” caracteriza o episódio como uma revelação de Jesus como enviado divino.
Além da revelação da pessoa e da missão de Jesus, a narração manifesta também acentuado caráter eclesiológico ao focar a figura de Pedro, deixando transparecer seu primado na Igreja. De fato, a atitude de Pedro é o primeiro ato de fé narrado no evangelho de Lucas.
Para o evangelista, o caminho da fé começa com a escuta obediente da Palavra de Jesus, que culmina no reconhecê-lo como Senhor (cf. Lc 5,8). Tendo feito esse percurso por primeiro, Pedro é escolhido como primeiro colaborador na missão do Mestre e coordenador do grupo dos discípulos, dos quais se mencionam Tiago e João, filhos de Zebedeu (cf. Lc 5,10a). Para falar da missão de Pedro como “pescador de homens”,
Lucas usa um vocábulo especial que, literalmente, significa “capturador de vivos” (cf. Lc 5,10c). Com isso, ele quer dizer que Pedro, outrora capturador de peixes, agora, é chamado a “capturar” pessoas vivas para conduzi-las à vida, por meio da Palavra da pregação.
Com essa narração, Lucas enfatiza que não há vocação cristã sem experiência da Palavra do Senhor, em cujo serviço toda vocação é autenticada. Para Simão e os outros primeiros discípulos, o serviço à Palavra se verificou pela pregação missionária, na vida de outros cristãos pode se exprimir em termos de testemunho diário.
3o Domingo da Páscoa - “Ao repartir o pão, reconheceram Jesus!” - (Lc 24, 13-35)
Estamos ainda vivendo o período Pascal. O tempo Pascal vai até o Domingo de Pentecostes, por isso dizemos que hoje é o terceiro Domingo da Páscoa e não o terceiro Domingo depois da Páscoa. Acompanhe agora o Evangelho comentado por Jorge Lorente.
2º Domingo da Páscoa – “Nós vimos o Senhor!” (Jo 20, 19-31)
A liturgia de hoje nos fala do encontro de Jesus com seus apóstolos no cenáculo.
Domingo da Páscoa do Senhor – “Ainda não haviam entendido que Jesus devia Ressuscitar!” (Jo 20, 1-9)
Páscoa é a festa da vitória de Jesus sobre as forças do mal e da própria morte. É o dia da remissão da humanidade. Jesus Cristo, resplandecente e vitorioso, deixou para cada um de nós a certeza da vida eterna.
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