Por Frei Aloísio de Oliveira Em Formação

“O meu reino não é deste mundo" (Jo 18,36)

Jesus rejeitou o título de rei porque havia um significado político e implicava domínio sobre as pessoas




Jesus rejeitou o título de rei porque havia um significado político e implicava domínio sobre as pessoas

Celebramos hoje, a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Em toda a sua vida, Jesus rejeitou o título de rei porque tinha significado político e implicava domínio sobre as pessoas (cf. Mt 20,24-25). Pouco antes de ser condenado e morto, porém, quando interrogado por Pilatos, Jesus admitiu ser rei (Jo 18,37), mas só depois de declarar que “seu reino não é deste mundo" (Jo 18,36).

De fato, a realeza de Cristo não é dominação sobre as pessoas, mas é serviço e doação a elas e isso é bem ilustrado no trecho do Evangelho de hoje, com a maravilhosa parábola do juízo final (25,31-46).



As imagens são simples, a linguagem é popular, mas a mensagem é extremamente importante: é a verdade sobre o nosso destino último e sobre o critério com o qual seremos julgados. "Eu estava com fome e me destes de comer; estava com sede e me destes de beber; eu era forasteiro e me acolhestes em casa" (Mt 25, 35) e assim por diante. Quem não conhece esta passagem do evangelho? Faz parte da nossa civilização. Marcou a história dos povos de cultura cristã: a hierarquia de valores, as instituições, as numerosas obras de assistência social. Com efeito, o reino de Cristo não é deste mundo, mas realiza todo o bem que, graças a Deus, existe no ser humano e na história. Se pusermos em prática o amor ao próximo, segundo a mensagem do evangelho, então faremos espaço para que o reino de Deus, manifestado em Jesus Cristo, se realize no meio de nós. Se ao contrário, cada um pensar só em si mesmo e nos próprios interesses, o mundo certamente irá de mal a pior.

O Senhor se interessa realmente pelo bem verdadeiro de cada um nós. No seu reino eterno, ele acolhe os que se esforçam todos os dias para pôr em prática o seu mandamento de amor. Por isso, junto dele não há lugar para aquelas formas hipócritas de quem diz "Senhor, Senhor", mas depois, na vida diária, descuida dos irmãos e fica insensível ao sofrimento dos mais necessitados: “tive fome e não me destes de comer...” (Mt 25, 41-46).

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