Por Padre José Antônio Boareto Em Formação

Ser capaz de pensar para além das próprias necessidades

Devemos estar interessados no bem comum de todos, mesmo das pessoas nas quais ninguém pensa porque não têm voz, nem vez, nem poder

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E aí moçada, como vocês estão? Vacinados? Neste mês, vamos continuar a falar dos princípios da Doutrina Social da Igreja, mas agora vamos aprofundá-los. Os bens da terra pertencem a todos, e quando alguém só pensa em si a vida em comum transforma-se numa guerra de todos contra todos. O bem comum não diz respeito somente ao bem-estar material do ser humano, mas muito mais ao bem-estar total do ser humano. Pertence ao bem comum o cuidado pelo seu bem-estar espiritual.

Nenhum aspecto do ser humano deve ser deixado de fora. A Doutrina Social da Igreja compreende que Deus criou o mundo para todos. Em princípio, eles devem estar à disposição de todos os seres humanos sem reservas e devem ser utilizados para o bem de todos.

Toda pessoa tem direito ao que é necessário para a vida e não pode ser retido. Quando alguém tem mais do que suficiente e existe alguém que não tem o necessário, o que está em causa não é uma questão de caridade, mas sim, e sobretudo, de justiça.

Por isso, a máxima do Evangelho, assim entendida pelo Concílio Vaticano II, é para nós uma exigência de justiça: ou os pobres estão no coração da Igreja, ou, então, a Igreja trai a sua missão. Na Constituição Pastoral Gaudium et Spes afirma-se implicitamente uma opção preferencial pelos pobres (Cf. GS, 1). Daí resulta a obrigação social central de cada um e de toda a Igreja para assumir especialmente as necessidades daqueles que se encontram nas periferias da sociedade.

Desta obrigação decorre o princípio de subsidiariedade que, do latim “subsidium”, significa ajuda. A tarefa social é confiada em primeiro lugar a grupos pequenos que a possam resolver. O nível imediatamente superior deve assumir a competência só no caso em que a unidade inferior não esteja em condições de resolver o problema. O princípio de subsidiariedade foi formulado pela primeira vez em 1931 por Pio XI na Encíclica Quadragesimo Anno. Está achando interessante, então, venha aprender conosco na nossa rádio aula. Vamos aprender a sermos capazes de pensar além das próprias necessidades, e assim descobrir que devemos nos interessar pelo bem de todos, preferencialmente pelo bem comum dos pobres. Valeu, moçada!

Escrito por
PADRE ANTÔNIO BOARETO
Padre José Antônio Boareto

Presbítero da Diocese de Bragança Paulista, em São Paulo, doutor em ciências da religião e professor na PUC – Campinas.

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