Por Padre José Alem, missionário claretiano
A vida de todo ser humano é uma vocação. Isso significa que fomos chamados à vida. Ninguém escolheu nascer, ser da cor que é, do sexo que é, da família que é, da nação. Fomos chamados. Deus, autor da vida chama. Isso é a vocação fundamental. E fomos chamados a sermos pessoas para viver no mundo criado, com os outros, com o criador e senhor da vida, Deus.
"Quando vejo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste, que é um homem, para que dele te lembres, e um filho de Adão, que venhas visitá-lo? E o fizeste pouco menor do que um Deus, coroando-o de glória e beleza. Para que domine as obras de tuas mãos sob seus pés tudo colocaste" (Sl 8,4-7).
Nossa vocação é ser pessoa, um ser humano pleno que vai crescendo a cada dia em “idade, sabedoria e graça”. E isso é que faz com que percebamos o sentido da vida na qual a fé se revela como o grande dom para vivermos a nossa vocação plenamente.
Vivemos nossa vocação em relação aos outros. Ninguém pode desenvolver sua condição humana sem a convivência. Viver é conviver. E aí está a nossa vocação ao amor. Amar é nossa vocação fundamental. Para isso fomos criados e é aprendendo a amar que vamos desenvolvendo nossa condição humana, a nossa verdadeira evolução.
Para compreender a sabedoria de sermos chamados à vida, a conviver e nos relacionarmos conosco mesmos, com a realidade do mundo, com as pessoas, com Deus é fundamental reconhecer nossa capacidade de sermos livres e responsáveis para assumir nossa condição ou irmos nos desumanizando. O que nos torna humanos é a capacidade de amar. E o amor é o próprio Deus.
"O coração humano permanecerá sempre inquieto, enquanto não se repousar em Deus", dizia Santo Agostinho. De fato, a plenitude da vida no amor se realiza no chamado a seguir Jesus. Ele é a Vida, a Verdade, o Caminho. Em Jesus, Deus que assume a condição humana e encontramos o modelo de quem é um ser humano, e também quais são suas condições e desafios e como se aprende e vive a arte de amar.
É pelo Batismo que assumimos Jesus como nosso Mestre. Batizados, nos comprometemos a seguir Jesus. Isso implica, como Ele, nos reconhecermos como filhos do Pai, habitados pelo Espírito Santo. Essa escolha leva a reconhecer em todos, irmãos, pois filhos do mesmo Pai, Deus. Esta é a nossa vocação fundamental. "Pelo batismo nós fomos sepultados com ele na morte para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos vida nova" (Rm 6,4).
É dessa aceitação e desse compromisso que os seguidores de Jesus, os cristãos, leigos pelo Batismo, reconhecem o seu chamado aos diversos serviços e ministérios a fim de desenvolver a vida da família dos filhos de Deus e irmãos em Cristo, a Igreja. Daí é que nasce a vocação ao matrimônio cristão, à vida consagrada, ao sacerdócio e aos ministérios e apostolados. Todas as vocações são expressão da mesma fé. São vidas dedicadas a servir de maneira livre, consciente e responsável a família de Deus.
A base e a fonte de toda vocação é seguir Jesus como Ele chama, construindo com Ele na comunidade o Seu Reino – a nova humanidade cuja lei é o amor, cuja “constituição” é o Evangelho. Assim vivendo construímos a Unidade, resgatamos aquela Unidade segundo a qual fomos criados e perdemos pelo pecado.
Vivendo de maneira sincera e verdadeira o Batismo vamos também aprender a reconhecer as vocações específicas às quais Deus nos chama em Cristo para o bem de todos.
2º Domingo da Páscoa – “Nós vimos o Senhor!” (Jo 20, 19-31)
A liturgia de hoje nos fala do encontro de Jesus com seus apóstolos no cenáculo.
Meditações da Semana Santa – Retiro Quaresmal 2026
Ao chegar à Semana Santa, somos convidados a entrar mais profundamente no mistério central da nossa fé, acompanhando de perto os passos de Cristo em sua entrega por amor. Nesta semana, a Palavra nos conduz da cruz à vida nova, revelando um amor que transforma tudo.
Meditações da Quinta Semana da Quaresma – Retiro Quaresmal 2026
Nesta semana, a liturgia nos aproxima ainda mais do coração do mistério pascal. A Palavra revela um Cristo que enfrenta a incompreensão, mas permanece fiel à missão de oferecer vida nova a todos.
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