
São Maximiliano deixou uma grande janela aberta para falar sobre a pertença à Maria. Ele cita que devemos ser servos, filhos, escravos, coisa e propriedade, mas reconhece que estas são figuras limitadas para expressar o que seja “pertencer à Imaculada sob qualquer denominação que o amor a Ela pensou ou será capaz, em qualquer tempo, de pensar”. O nosso tempo é o agora, Kolbe deu sua preciosa contribuição e, neste mundo de conexões e relações, você é chamado a dar uma nova forma para expressar, com palavras e a vida, o que é “ser de Maria sem alguma restrição, irrevogavelmente, para sempre”.
São Maximiliano Kolbe era uma pessoa tradicional, poderíamos dizer. Mas, para Kolbe, a Milícia da Imaculada era como uma start up que procurava a inovação. Só que não era uma ruptura com o que podemos chamar de tradicional, mas um aperfeiçoamento, era a atualização das riquezas que ele recebeu pela tradição. Ele estava firme nas raízes da espiritualidade franciscana, nos ensinamentos da Igreja Católica, na cultura religiosa polonesa e na longa tradição sobre a Virgem Maria.
Não era um nostálgico do passado, mas alguém que deixou sua contribuição, que não quebrou a corrente da tradição dando continuidade a toda essa riqueza. Procure na internet depois sobre o Beato João Duns Scotus. Foi franciscano como Kolbe e, no seu tempo (século XIII), “conquistou” o Dogma da Imaculada Conceição para a Igreja.
Maximiliano não construiu um museu da Imaculada ou um monumento a Duns Scotus, mas, a partir desta riqueza que ele recebeu, construiu uma cidade, um modelo de imprensa e uma visão missionária, tudo inovado e voltado à mesma Imaculada.
Preste atenção nesta visão de São Maximiliano que serve para nós e merece ser relida no atual contexto da cultura virtual:
“A consagração à Imaculada consiste no fato de ser da Imaculada totalmente e sob qualquer aspecto.” (605)
O discípulo amado recebeu Maria em sua casa (Jo 19,26-27). Kolbe propõe ser dela em todos os aspectos, e como podemos levar Maria para nossa casa, para nossas famílias, para nossa vida profissional, para o ambiente da faculdade e até mesmo para o nosso esforço de ser fitness? Ter Maria em nossas vidas comporta também as redes sociais. Isso é mais do que compartilhar posts com figuras da Virgem Maria, é também ter atitudes semelhantes à dela no social network.
“Que possamos pertencer a Ela, aprofundar a nossa consagração ilimitada a Ela, estreitar o vínculo de amor com Ela, tornar-se Ela mesma para que Ela possa agir através de nós e nas nossas almas.” (Escrito de Kolbe 991)
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No atual contexto social, as relações de pertencimento são mais livres. A esposa, por exemplo, não “pertence” mais ao marido como era antigamente, e o vínculo deve se caracterizar pelo amor e pela liberdade. E nossos conceitos de liberdade, afetiva e também religiosa, permitem um vínculo forte como o da consagração? Às vezes, a gente pensa em ser como os ídolos da música ou como os youtubers, mas já pensou em ser como a Imaculada? O Papa Francisco fez muito bem ao identificar Maria como uma digital influencer. Ela é mesmo. E nós, estamos ligados na Igreja, nas redes de Pedro e de Maria, estabelecendo novas relações com o mundo? O centro da vida de Maria era Jesus e nós, num ambiente dispersivo de muitas conexões, conseguimos centrar em Jesus por algum tempo pela oração?
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2º Domingo da Páscoa – “Nós vimos o Senhor!” (Jo 20, 19-31)
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Nesta semana, a liturgia nos aproxima ainda mais do coração do mistério pascal. A Palavra revela um Cristo que enfrenta a incompreensão, mas permanece fiel à missão de oferecer vida nova a todos.
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