A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é retratada no filme Coração Ardente, com estreia programada para quinta-feira (10), nos cinemas do Brasil. Até o momento, mais de 40 cidades no país estão no circuito de exibição do longa espanhol, dirigido por Antonio Quadri e Andrés Garrigó, fundador da Goya Produções.
Coração Ardente conta a história de Lupe Valdéz (Karyme Lozano), uma escritora de sucesso em busca de inspiração para seu novo livro. Nesse caminho, ela conhece a jornalista María (María Vallejo-Nájera), que lhe sugere investigar uma série de milagres que envolvem a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Empenhada nessa pesquisa, Lupe é conduzida a pensar sua fé, seus valores e a descobrir a importância do perdão.
Além deste drama, o filme leva o espectador a aprofundar seu conhecimento sobre as origens dessa religiosidade popular e sua importância para a fé católica ao longo dos anos e até os dias de hoje.
Coração Ardente já foi exibido em aproximadamente 20 países e segue em cartaz nos Estados Unidos, México e Uruguai. No Brasil, a produção conta com o apoio do Diretor Nacional Apostolado da Oração, Pe. Eliomar Ribeiro. Para o jesuíta, a chegada do filme é muito aguardada pelos membros do movimento que se aproxima de 2 milhões de congregados no país.
"Essa produção nos leva a nos aprofundarmos na espiritualidade do Coração de Jesus, que é fazer com que o nosso coração seja semelhante ao dEle. É um filme belo, que vale à pena ser visto e vale à pena ser divulgado", afirma Pe. Eliomar.
Coração Ardente foi ganhador do prêmio principal do Festival de Cinema Católico, na Polônia, em 2020. Na ocasião, o júri entendeu que o filme "revela ao mundo de hoje que o culto ao Sagrado Coração de Jesus não só pertence à história, mas que continua a ser uma grande esperança para o homem contemporâneo”.
O filme Coração Ardente, remonta a história da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, lembrando a importante figura de Santa Margarida Maria Alacoque, a quem, segundo a tradição da Igreja, Jesus revelara o desejo de que fosse oficializada uma festa em honra ao Seu Sagrado Coração.
No entanto, antes e depois destas revelações - que aconteceram entre 1673 e 1675 - místicos, teólogos, papas e santos, inspirados pelo Evangelho de João, refletiram o mistério, contribuindo para fortalecer essa religiosidade popular que atravessa séculos.
São João Eudes, foi um grande propagador da devoção no século XVII. Ele escreveu o primeiro ofício litúrgico em honra do Coração de Jesus. Em uma de suas reflexões ele disse: “Entregai-vos a Jesus para entrar na imensidade do seu grande Coração, que contém o coração de sua santa Mãe e de todos os santos, e para perder-vos nesse abismo de amor, de caridade, de misericórdia, de humildade, de pureza, de paciência, de submissão e de santidade”.
Santa Gertrudes foi uma das primeiras devotas do Sagrado Coração e a Ele compôs uma oração: "Eu Vos saúdo, ó Sagrado Coração de Jesus, Fonte viva e vivificante de Vida Eterna, Tesouro infinito da Divindade, Fornalha Ardente do Amor de Deus…"
São João Paulo II, em viagem à Polônia, em 1999, assim refletiu: Tudo o que Deus nos queria dizer de si e do seu amor, depositou-o no Coração de Jesus e mediante este Coração exprimiu-o. Encontramo-nos perante um mistério inescrutável. Através do Coração de Jesus lemos o eterno plano divino da salvação do mundo. E é um projeto de amor".
Também o Papa Francisco, por diversas vezes, se manifestou sobre o amor que transborda do Coração de Jesus: "O Sagrado Coração é o ícone da paixão: nos mostra a ternura visceral de Deus, sua paixão amorosa por nós e, ao mesmo tempo, sob o peso da cruz e cercado de espinhos, nos mostra quanto sofrimento custou nossa salvação. Na ternura e na dor, esse Coração revela, em suma, qual é a paixão de Deus: o homem”, disse em uma dessas ocasiões.
Fonte: Vatican News
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