Igreja

Novo arcebispo de Maceió fala à imprensa

Em encontro com jornalistas na Catedral Metropolitana, Dom Beto falou de missão, serviço e sinodalidade. Após a coletiva, ele conversou com a equipe da Rede Imaculada de Comunicação

Escrito por Angelica Lima

04 ABR 2024 - 15H55 (Atualizada em 05 ABR 2024 - 09H39)

O franciscano Dom Carlos Alberto Breis, OFM, foi nomeado pelo Papa Francisco nesta quarta-feira, 03 de abril, como novo arcebispo de Maceió, após o Pontífice ter aceitado a renúncia apresentada por Dom Antônio Muniz Fernandes. E nesta quinta-feira, 04 de abril, Dom Beto, como gosta de ser chamado, concedeu uma entrevista coletiva. O bispo agradeceu a presença da imprensa e ressaltou a importância de os veículos de comunicação apoiarem e divulgarem os trabalhos da Igreja.

Em seu primeiro encontro com a imprensa após assumir o comando da Arquidiocese, Dom Beto enfatizou que sua missão é liderar uma igreja caracterizada pela oração, pelo serviço ao próximo e o compromisso missionário.


Dom Beto ao lado de Wagner e Beto, da Rádio Imaculada de Maceió AL

Após a coletiva, Dom Beto concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Wagner Oliveira, da Rádio Imaculada de Maceió, que você confere a seguir:

Dom Carlos, o senhor, depois de ter chegado à Arquidiocese de Maceió, visitou as comunidades, paróquias, movimentos, pastorais e associações. Como o senhor analisa este momento da Arquidiocese após essas visitas e como o senhor assume esta igreja?

A Arquidiocese de Maceió tem uma caminhada muito bonita. São 120 anos de uma caminhada de sinodalidade e eu chego não iniciando uma nova caminhada, mas entrando para caminhar junto neste processo que vem sendo realizado há muitos anos. E um bispo, quando chega em uma diocese, ele traz aquela que é própria da sua identidade, da sua missão, estar a serviço da comunhão, da unidade e ao mesmo tempo também uma comunhão aberta, uma comunhão missionária. O bispo é sempre a figura de unidade na igreja particular e ao mesmo tempo uma unidade que se se torna igreja em saída, como diz o Papa Francisco, então vendo muito com essa disposição e ser fator de unidade de comunhão, todas as expressões de categorias do povo de Deus desta igreja particular e ao mesmo tempo também dinamizar, impulsionar a missão, uma Igreja sempre mais em saída.

Como o senhor deseja trabalhar com os leigos na arquidiocese?

A igreja há muitos anos, desde a conferência Episcopal de Santo Domingo, que insiste que os leigos são os protagonistas. E o Concílio Vaticano Segundo dizia que os leigos são a igreja no coração do mundo e o mundo no coração da igreja. E na nossa Arquidiocese temos tantas expressões de laicato nas pastorais: pastorais, sociais, novas comunidades, movimentos, associações. Uma variedade muito grande de expressões em que os leigos se fazem presentes, atuam, seguem a igreja. Então, contar com eles e caminhar com eles e ao mesmo tempo ajudar que eles também se tornem cada vez mais protagonistas da missão.

O senhor já teve a oportunidade de conversar com os políticos da Aquidiocese de Maceió, dos municípios e do Estado de Alagoas? Como será esse trabalho da igreja com os políticos na promoção de políticas públicas para ajudar os mais necessitados?

A relação nossa como igreja, com os que detêm poder, no âmbito estadual, federal ou municipal é sempre uma relação de respeito, no empenho de colaborar, mas sem ficar atrelado a este ou aquele governante. Quanto mais a Igreja se tornar autônoma, mais ela pode exercer a sua missão, sem ficar atrelada ou devendo obrigações a este ou aquele, em qualquer tendência política, linha A ou linha B, mas a Igreja criando uma cooperação a partir de sua identidade e de sua missão, mas ao mesmo tempo também com autonomia, sem ficar atrelada.

Qual mensagem o senhor deixa no início desse pastoreio para os diocesanos?

Primeiro, vamos caminhar juntos. E dizer que a alegria é uma direção com essa arquidiocese. Eu fico muito feliz de ver tantas expressões e ter sido tão bem acolhido. Agradeço a acolhida e ao mesmo tempo me coloco inteiramente a serviço de todo o povo de Deus desta Arquidiocese. Que Deus abençoe a todos!

Dom Beto, como gosta de ser chamado, foi acolhido pelos fiéis daquela grande comunidade no início deste ano. Como coadjutor, ele já vinha ajudando e substituindo o bispo no exercício de suas funções perante a arquidiocese que, desde a chegada de dom Antônio, em 2007, praticamente dobrou de tamanho, passando de 62 para 107 paróquias, áreas pastorais e quase paróquias. Segundo dados do site da arquidiocese, o clero que tinha 70 integrantes, hoje dispõe de cerca de 170 pessoas, incluindo os padres, religiosos e diáconos.


Dom Antônio Muniz em entrevista para a Rádio Imaculada de Maceió

Dom Antônio Muniz permanecerá como bispo emérito, continuando em Maceió, mas sem as responsabilidades do governo da Arquidiocese. A Arquidiocese contará ainda com os serviços de Dom Genival Saraiva, bispo emérito de Palmares/PE.

A presença da Milícia da Imaculada em Maceió

A presença da Milícia da Imaculada é forte na cidade de Maceió por meio da Rádio Imaculada 92,3 FM. Os trabalhos de evangelização da MI na capital alagoana tiveram início em janeiro de 2004, quando as Missionárias da Imaculada Padre Kolbe e os missionários do extinto Instituto MIPK realizaram uma missão em Alagoas.

O carisma da Milícia da Imaculada já estava presente na capital do estado desde 2001 graças à programação da Rede Milícia Sat, hoje, Rede Imaculada de Comunicação, que era veiculada pela Rádio Milênio entre 0h e 5h. A emissora começava sua programação com o programa “A Igreja no Rádio 1ª Edição”. Já em setembro de 2004, iniciou-se um trabalho mais direto. A emissora passou a transmitir uma programação evangelizadora durante as 24 horas do dia pelas ondas da 92,3 FM.

Atualmente, a Rádio Imaculada 92,3 FM opera com 10 mil Watts, transmitindo a participação de vários sacerdotes, religiosos, religiosas, leigos e leigas profissionais de diversas áreas. Suas antenas em lugar plano e úmido são privilegiadas, atingindo toda a capital e também cidades do interior em um raio de, aproximadamente, 80 quilômetros. 

Com a colaboração de Wagner Oliveira

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