A República Democrática do Congo (ex-Zaire), foi dominada pela Bélgica até sua independência a 30 de junho de 1960, adotando o nome de República do Congo. Em 1964, foi adotado o nome atual. Entre 1890 e 1898 vários homens trabalhavam na construção da ferrovia que abriria o Congo ao oceano.
Em 1891, o sacerdote belga encarregado da missão que foi fundada para esses trabalhadores, na cidade de Matadi, fez o desenho de uma estátua de Nossa Senhora e a encomendou a um artista religioso de sua cidade. A imagem chegou ao Congo e foi inaugurada solenemente em 1892, a fim de recordar os missionários de seu país de origem e também conduzir os africanos à conversão.
A imagem tem a seus pés um negro ajoelhado com as algemas da escravidão quebradas; o Menino Jesus, segurado por Maria, fura com um mastro, com uma cruz, decorados com a bandeira do Congo, a boca de uma cobra cuja cauda atrapalha o escravo.
Apesar da decisão da Santa Sé de fazer da Virgem a padroeira do Congo, a devoção só durou duas décadas. Isso porque o povo africano viu na representação a sua condição de escravo dos brancos, o que tornava difícil a conversão a uma religião que via na figura do negro um escravo, mesmo que libertado.
Nossa Senhora do Congo não encontrou o seu lugar entre os africanos a que se destinava inicialmente, mas atraiu o povo belga, e até foi criada uma piedosa sociedade de “redenção de escravos” para salvar as crianças congolesas.
Nossa Senhora do Congo também apareceu em imagens piedosas, medalhas devocionais, capas de periódicos, e a imagem foi utilizada para animar as vocações missionárias e para arrecadar fundos para as missões.
Fonte: Pequeno Milite
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