Por Silvia Cunha Em Igreja

MARIOLOGIA POPULAR | Maria no Advento

Reflita conosco sobre a antiga tradição de venerar Nossa Senhora no tempo do Advento


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O Papa Paulo VI assim se expressa na Exortação Apostólica Marialis Cultus: “Os fiéis que procuram viver com a Liturgia o espírito do Advento, ao considerarem o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou o Filho, serão levados a tomá-la como modelo e a prepararem-se, também eles, para irem ao encontro do Salvador que vem, "bem vigilantes na oração e... celebrando os seus divinos louvores". Queremos observar, ainda, que a Liturgia do Advento, conjugando a expectativa messiânica e a outra expectativa da segunda vinda gloriosa de Cristo, com a admirável memória da Mãe, apresenta um equilíbrio cultual muito acertado, que bem pode ser tomado como norma a fim de impedir quaisquer tendências para separar, como algumas vezes sucedeu em certas formas de piedade popular, o culto da Virgem Maria do seu necessário ponto de referência: Cristo. Além disso, faz com que este período, como têm vindo a observar os cultores da Liturgia, deva ser considerado como um tempo particularmente adequado para o culto da Mãe do Senhor: orientação essa, que nós confirmamos e auspiciamos ver aceita e seguida por toda a parte” (MC 4).

Esta veneração a Maria no tempo do Advento é uma antiga tradição que se mantém constante na Igreja, desta forma, podemos considerar este período do ciclo litúrgico como “tempo mariano”.

Enquanto nas várias festas marianas ao longo do ano litúrgico os mistérios da Virgem Maria são vistos de forma sucessiva, no Advento os diversos eventos recordados constituem um tecido contínuo que é visto como um todo. Trata-se de um fato celebrativo de grande relevância e extensão.

A festa da Imaculada Conceição, celebrada sempre em 8 de dezembro, coincide com o tempo do Advento. Esta festa que recorda a pureza de Maria está em ligação à proclamação do Dogma e às aparições em Lourdes. Mas, mais do que uma festa de ideias sobre Maria, ela é a recordação da santidade perfeita de Maria que é almejada pela Igreja.

Celebrar a Imaculada Conceição no Advento não é um “forçar a barra” litúrgico, mas, com certo esforço teológico e pastoral é possível ir além da devoção para inserir a celebração no contexto do memorial da salvação.

A Imaculada Conceição é cumprimento da promessa e realização de Deus. Esta celebração está em consonância com o Antigo Testamento e também com o Novo Testamento ao propor Maria como a imagem do povo da antiga aliança e também ao refletir a Igreja que caminha para a salvação.

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