Por MI Em Psicologia

Maria: O amor pleno de uma mãe

No dia 8 de setembro, ao celebrarmos a Natividade de Maria, recordamos que Ela nasceu humana como nós, peregrinou na fé e preencheu a vida com a graça de Deus

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A saúde do bebê está diretamente relacionada com a saúde da mãe. Por isso, a psicologia e a psiquiatria infantil desenvolveram muitos estudos para entender como a relação mãe-bebê é essencial para a saúde mental da criança. Eu quero fazer um convite a pensar como Maria foi fundamental para o amadurecimento saudável de Jesus. Por isso destacarei alguns pontos do equilíbrio emocional e da função materna em Maria.

Quando olhamos o relato do Evangelho sobre a visita do anjo (Lc 1,26-38), Ela se mostrou surpresa, mas aceitou prontamente aquela missão. A gravidez é um momento na vida da mulher de transformações, muitas sentem a fragilidade, incapacidade de dar a atenção e os cuidados necessários para o bebê.

A depressão atinge muitas grávidas que não têm o suporte dos familiares. É interessante ver como Maria se apoiou no seu filho para se manter viva e plena. A mulher, quando vive uma gravidez saudável, já estabelece uma relação com a vida dentro de si; quando nasce o bebê a mãe desenvolve uma relação de dependência com o seu filho, que garante a segurança para os dois.

Outro ponto que destaco é a fase de exploração e curiosidade das crianças. É nessa época que as mães estão mais atentas para apresentar os limites aos filhos. Quando uma criança não recebe essa educação adequadamente, ela passa a não reconhecer e ser sensível com o próximo, a não se colocar no lugar do outro. Encontramos em Jesus esta capacidade de sensibilidade que foi dada pela sua mãe, como vemos no episódio das Bodas de Caná (Jo 2,1-12).

Uma característica essencial de uma mãe suficientemente boa é a capacidade de não ser invasiva. Uma mãe excessivamente controladora fragiliza a capacidade da espontaneidade e criatividade da criança. Maria se apresenta sempre um passo atrás de Jesus, dando a Ele condições para compreender a Sua missão. No desencontro de Jesus com seus pais no Templo (Lc 2,41-47), percebemos a capacidade de Maria de aprender com o Seu filho, que estava crescendo e se desenvolvendo com sabedoria, e a capacidade de obediência de Jesus a seus pais.

A mãe não é uma colega do filho, é uma figura de autoridade em que o filho encontra segurança para orientar seus passos rumo à autonomia. Maria desenvolveu o dom do silêncio: “Ela guardava tudo no coração” (Lc 2,19). O que é o silêncio? É um espaço sagrado e potencial no ser humano em que, mesmo em um acompanhamento psicológico, o terapeuta não pode estar com o seu paciente. É o que a gente chama de ausência na presença. O que seria essa ausência na presença para Maria? É quando a mãe reconhece que precisa se conter para não ferir e atrapalhar a decisão que só o filho pode tomar.

Quando uma mãe é capaz de se silenciar contribui para que seu filho amadureça e seja responsável pela sua vida e pelas escolhas. Na cruz (Jo 19,27), Jesus constatou que o projeto da salvação precisa, ainda, de Maria para acompanhar os discípulos a fim de aprender com essa mulher a capacidade de escutar e acolher a vontade de Deus. Sem a presença de uma mãe, a criança encontrará dificuldades em seu desenvolvimento, sem Maria o cristão estará perdido sem alcançar e desenvolver a fé.

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