Leitor 1. Queridos irmãos e irmãs, estamos reunidos uma vez mais para contemplar um mistério do Santo Rosário. E desta vez nosso pensamento e nosso coração se voltam para a Transfiguração que, segundo a tradição, teve lugar no monte Tabor, onde a glória da divindade resplandece no rosto luminoso de Jesus, enquanto o Pai nos convida a escutá-lo.
Todos. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.
L2. Proclamação do Evangelho segundo Mateus 17,1-9.
L3. Um rosto resplandecente como o sol: “Transfigurou-se diante deles: o Seu rosto resplandeceu como o sol” (Mt 17,2). A cena evangélica da transfiguração de Cristo, na qual os três apóstolos, Pedro, Tiago e João, aparecem como que extasiados pela beleza do Redentor, pode ser tomada como ícone da contemplação cristã. Fixar os olhos no rosto de Cristo, reconhecer o Seu mistério no caminho ordinário e doloroso da Sua humanidade, até perceber o brilho divino definitivamente manifestado no Ressuscitado glorificado à direita do Pai, é a tarefa de cada discípulo de Cristo; é por conseguinte também a nossa tarefa. Contemplando este rosto, dispomo-nos a acolher o mistério da vida trinitária para experimentar sempre de novo o amor do Pai e gozar da alegria do Espírito Santo. Realiza-se assim também para nós a palavra de São Paulo: ‘Refletindo a glória do Senhor, como um espelho, somos transformados de glória em glória, nessa mesma imagem, sempre mais resplandecente, pela ação do Espírito do Senhor’ (2Cor 3,18)” (Rosário da Virgem Maria 9).
L4. Maria, modelo de contemplação: A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que se plasmou, recebendo dela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando o concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir Sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente o dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (Lc 2,7)” (RVM 10).
L1. “Mistério de luz por excelência é a Transfiguração que, segundo a tradição, se deu no Monte Tabor. A glória da Divindade reluz no rosto de Cristo, enquanto o Pai o acredita aos Apóstolos extasiados para que o ‘escutem’ (Lc 9,35 par) e se disponham a viver com Ele o momento doloroso da Paixão, a fim de chegarem com Ele à glória da Ressurreição e a uma vida transfigurada pelo Espírito Santo” (RVM 21).
L2. A cena culmina com uma voz e um mandato solene. Os discípulos veem-se envoltos numa nuvem. Assustam-se porque tudo aquilo os ultrapassa. No entanto, daquela nuvem sai uma voz: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai-o”. Escutar deve ser a primeira atitude dos discípulos. Nós, os cristãos de hoje, necessitamos urgentemente de “interiorizar” a nossa religião se quisermos reavivar a nossa fé. Não basta ouvir o Evangelho de forma distraída, rotineira e gasta, sem desejo algum de escutar. Não basta tampouco uma escuta inteligente preocupada só em entender.
L3. 1 Pai Nosso e 10 Ave-Marias.
L4. Nossa Senhora do Santo Rosário!
T. Rogai por nós!
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