Quando a gente olha os passarinhos do céu a gente vê como são diferentes. Tem uns grandes, outros pequenininhos. Tem o beija-flor que bate as asas bem rápido e o urubu que voa lá no alto. Eles têm penas diferentes, cantam cada um do seu jeito e comem sementes, peixes ou frutas. São raças diferentes de pássaros que vivem na natureza. Com as pessoas não é assim. Não somos raças diferentes, mas somos todos da raça humana.
Uma garça, por exemplo, não pode se casar com um canarinho na natureza. Mas, entre as pessoas pode, por exemplo, alguém de olhos puxadinhos como os japoneses se casar com alguém do Brasil. Os filhos adquirem características físicas dos pais, ficam se parecendo com os dois, porque somos uma raça só.
Cientistas do século passado, ao estudar diferentes povos do mundo, achavam que cada diferença como cor de pele, tipo de cabelo ou cor dos olhos indicava uma raça diferente. Mas, com o prosseguimento dos estudos, percebeu-se que só por fora somos diferentes, por dentro somos todos humanos igualmente.
Existe um problema no mundo que é o “racismo”. Ele consiste em achar que as diferenças entre nós fazem uns superiores e outros inferiores. O mais triste disso é que tem gente que maltrata outras pessoas pelo fato de serem negros, nordestinos ou indígenas, por exemplo.Leia MaisCuidar com amor O amor não conhece gaiolas
No Brasil, por quase 300 anos, pessoas da África foram feitas prisioneiras para trabalharem como escravos. A maior parte era de gente negra, mas havia morenos também. Por muito tempo os negros foram tratados como sendo inferiores e sem liberdade. Mas isso foi há muito tempo. Hoje em dia podemos e devemos brincar com todos os coleguinhas de forma igual, porque as crianças negras não são inferiores, porque a cor da pele não faz ninguém superior.
Às vezes as pessoas fazem brincadeiras sobre japoneses, piadas com portugueses ou têm receio dos andinos. Mas a gente deve saber que ninguém pode desfazer dos outros ou achar que é melhor. Precisamos uns dos outros.
Veja só o que essa criança conta sobre o parquinho: "Outro dia fui no parque e vi que tinha um menino que falava numa língua diferente com a mãe dele que usava um pano azul bonito na cabeça. Meu pai disse que eles têm raízes do outro lado do mundo e falam a língua árabe. Tinha também uma menina com os olhos pequenos, meu pai disse que em muitos lugares do mundo, como Japão, Coréia, China e Rússia, a maior parte das pessoas tem essa característica. Tinha uma menina bonita de cabelo lisinho bem comprido, meu pai disse que o avô ou bisavô dela devia ser um índio que vivia numa aldeia no meio da floresta. Tinha também crianças branquinhas com as bochechas vermelhas de tanto correr, tinha um menino com os cabelos amarelos, e tinha algumas crianças com a pele como a minha e com o cabelo cacheado. Todos brincavam igual."
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