Por Bárbara Rodrigues Em Minha História de Fé Atualizada em 11 FEV 2020 - 12H31

Lutando pela Vida

Há dois anos, a pequena Mariana Lopes, de apenas 8 anos, teve sua vida tomada pela dor. Pela perspectiva de Sandra, sua mãe, conheça o desfecho da história de fé da nossa aniversariante de hoje


A pequena Mari no parque


Era 4 de fevereiro de 2018, quando as dores de Mariana aumentaram. A menina reclamava de muita dor na barriga. Preocupados com ela, Sandra e seu esposo levaram-na para o hospital. Sandra suspeitava que sua filha estivesse com apendicite, mas depois de serem realizados vários exames, os médicos não diagnosticaram nada e, então, deram alta para Mariana.

No dia seguinte, ainda de madrugada, Mariana piorou: sua barriga estava inchada, ela não conseguia andar e vomitava um líquido verde muito escuro. Sandra não esperou os sintomas se agravarem para voltar com a filha para o hospital. Lá, a médica do Pronto Atendimento veio atender Mari. Com um ar apreensivo, pediu para sua equipe priorizar o caso da menina. A primeira coisa que fizeram foi colocar uma sonda em Mariana para sugar o líquido da bile e cuidar da infecção generalizada. Assim que o abdômen dela começou a desinchar, vários especialistas se reuniram para encontrar a melhor forma de tratá-la. Foi nesse momento que os pais de Mariana entraram em desespero, pois sabiam que ela estava correndo risco perder a vida.

Leia MaisPequeno MilagreAmor Maior O amor à espera de um milagre Depois de receber o pré-atendimento, Mari foi encaminhada para a UTI, onde constantemente uma pediatra a observava a fim de verificar e manter seus sinais vitais estáveis. Sandra atentou-se ao olhar melancólico da filha. Para o seu coração agoniado de mãe, Mariana parecia estar se entregando e aquilo machucava-a demais. Enquanto isso, os médicos comunicaram que iam operar sua filha, pois se tratava de uma apendicite. Sandra decidiu não contar para Mari para evitar que sua pressão ficasse alterada e, assim, sucederam os preparativos para a cirurgia.

Antes de Mariana ser anestesiada, sua mãe começou a chorar. A menina por sua vez enxugou as lágrimas de Sandra disse: “Não chora mãe. Você e o pai foram os melhores pais que eu tive”. A escolha dos verbos no passado fez aquele momento parecer uma despedida. Desestabilizada com toda a situação, Sandra acompanhou a equipe médica e sua filha quase desacordada para a sala de cirurgia, mas logo precisou ser amparada por um enfermeiro porque desmaiara. Ela estava muito nervosa, pois sabia que o apêndice tinha supurado e comprometido todo o corpinho de Mari. Sandra também estava frustrada porque de tantas idas e vindas ao hospital ninguém nunca tinha diagnosticado que a dor intensa era por causa do apêndice. Tudo aquilo poderia ter sido evitado.


Mariana Lopes quando estava internada na UTI, em 2018


Foram duas horas e 30 minutos de cirurgia. Quando o procedimento terminou, Mariana saiu do centro cirúrgico sedada para evitar o trauma pós-cirúrgico.

A pequena menina lutou bravamente pela vida e era muito bonito ver sua fé. Sandra lembra que nos momentos de maior dor, principalmente quando ela ia fazer curativo e mexiam nos drenos da barriga ou do pescoço, ela pedia um minuto para rezar antes do procedimento para poder se acalmar. Mari rezava muito. Uma única vez ela perguntou para sua mãe por que Deus tinha deixado isso acontecer com ela. Na ocasião, Sandra explicou que tudo aquilo ia passar e Deus estava com ela. Depois disso, uma enfermeira entregou um terço para a Mariana e Sandra viu naquele gesto um sinal de que Nossa Senhora estava amparando sua família.


Mariana na Milícia da Imaculada


No dia 8 de fevereiro, aniversário de oito anos de Mariana, Frei Sebastião foi visitá-la no hospital. Ela estava muito sonolenta, mas, depois da bênção do sacerdote, a menina começou a reagir. Sandra conta que naquele dia o quarto parecia estar preenchido com a presença de Maria e com uma paz indecifrável.

Ao todo foram 17 dias de internação. Quando saiu, a pequena estava muito magra e não podia ter contato com outras pessoas para não baixar ainda mais sua imunidade. Foram 2 meses tomando medicação, fazendo fisioterapia três vezes ao dia e sem ir à escola para se recuperar totalmente.


Mariana e família


Dessa intensa experiência, Sandra conclui que foi graças a Deus, a Nossa Senhora e à força da oração que Mariana sobreviveu. Todos os seus amigos, as crianças da catequese e a Milícia da Imaculada rezaram por sua Mari. Ela também afirma que Jesus devolveu a vida de sua filha e, por isso, hoje, Mari tem muitos motivos para comemorar o aniversário dela.

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