Por Frei Diogo Luís Fuitem Em O Mílite

Frei Maximiliano, um franciscano fiel!

“Os humildes serão exaltados” (Mt 23,12)

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O humilde realmente tem todo apoio e simpatia de Deus porque é alguém que, abandonando todo orgulho e autossuficiência, deposita seu viver nas mãos do Pai do céu. Parece-me que este é o retrato do Frei Maximiliano Queiroz, da nossa província franciscana, falecido no dia 17 de agosto, exatamente três dias depois da celebração de nosso padroeiro São Maximiliano Kolbe!

Faleceu com a bela idade de 95 anos, quase chegando aos 96! Foi um irmão franciscano, vindo das terras nordestinas, que, desde sua juventude, se consagrou a Deus na vida religiosa, na Província São Francisco de Assis, levando a sério a entrega a Deus. Posso testemunhar isso porque, vivendo na mesma comunidade em que ele viveu, em Caçapava - SP, pude notar que seu dia a dia era feito de constante e intensa oração. Privilegiava a Missa e a Santa Comunhão: encontro com Cristo que o renovava em sua vocação.

Ele vivenciou, ao mesmo tempo, um caminho tecido de dedicação ao próximo. Quem é de Deus, de fato, não se recusa a olhar a situação dos semelhantes, especialmente mais sofridos. Sabia ouvir atentamente as pessoas drogadas ou alcoolizadas para, depois, dar-lhes conselhos mesmo que parecesse inútil. Quando se deparava com situação de desamparo de alguma família, encaminhava para ela ajuda de alimentos ou de roupas, que alguém lhe doava.

Utilizava, às vezes, até os poucos recursos próprios. Para os doentes providenciava remédios que ele mesmo preparava. Fazia questão de levar a Eucaristia aos enfermos. Para isso carregava uma bolsa que era sua companheira inseparável.

Uma existência assim não podia só agradar a Deus. Tornou-se querido por todos. Ao saber de sua morte, alguém escreveu numa rede social: “Morreu nosso santinho da paz e do bem!”. Ah, sim, uma característica que esteve sempre presente em sua vida: a alegria! Possuía sorriso aberto!

Sem reclamar, sobretudo durante a doença que tomou conta dele, nos últimos dias de vida. Esteve hospitalizado devido à Covid-19, superou o vírus e estava se recuperando em seu convento quando a irmã morte o levou. Que Deus, por ter sido “servo bom e fiel”, o tenha na paz e, agora, na alegria sem fim!

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