Por MI Em Colunista Atualizada em 30 MAR 2021 - 11H50

A devoção de Chiara Luce

“Não estou sozinha, Jesus está aqui”





Por Leandro de Aguiar e Sandra Canabarro

Olá, jovem mílite. Paz e bem! Hoje, vamos mergulhar na história de vida de uma adolescente, também contemporânea nossa: Beata Chiara Luce. Ela nasceu em 29 de outubro de 1971. Um milagre pedido por seus pais que já eram casados há 10 anos e não conseguiam gerar filhos.

Chiara conheceu o movimento dos Focolares aos nove anos de idade. Um dia sua mãe disse que ficava preocupada por deixá-la sozinha nos encontros e atividades do movimento: “Mamãe, eu não estou sozinha, Jesus está aqui”. Quando tinha apenas 12 anos, depois de ter participado de um congresso dos Focolares, escreveu: “Redescobri Jesus abandonado e, de um modo especial, O senti em cada próximo que passava a meu lado. Jesus abandonado é a chave da unidade com Deus, e eu quero escolhê-Lo como o meu primeiro Esposo e preparar-me para quando Ele vier”.

Chiara era uma adolescente feliz, tinha muitos amigos e em meio a essa felicidade teve início o encontro definitivo com o seu amado esposo. Certo dia, Chiara estava jogando tênis e sentiu uma dor muito forte nas costas.

Foi diagnosticada com sarcoma osteogênico em metástase: câncer em grau avançado. Passou por uma cirurgia e fez tratamento com quimioterapia. A mãe de Chiara contou que um dia, após chegar do tratamento, perguntou à filha como se sentia.

Chiara disse que não tinha condições de falar e se deitou na cama de olhos fechados por cerca de meia hora. Depois foi conversar com a mãe, com calma e serenidade. Foi naquele dolorido retorno para casa e no silêncio de sua dor que Chiara compreendeu que a doença era o caminho para a santificação e, depois, escreveu assim: “Jesus me mandou esta doença no momento certo. Mandou para que eu O encontrasse”.

Chiara também era grande devota da Santíssima Virgem Maria, e ela mesma relata este lindo fato durante o tratamento: “Uma senhora, linda, linda, com um sorriso luminosíssimo, aproximou-se, segurou minha mão e me encorajou”. Chiara pensou ser uma senhora do movimento Focolares. Mas, aquela senhora, como viera, desaparecera.

Um dia a jovem sofreu forte hemorragia e esteve às portas da morte, foi quando disse: “Não derramem lágrimas por mim. Eu vou para Jesus, vou começar uma outra vida. No meu funeral não quero gente chorando, mas gente cantando bem alto. Ontem, eu estive lá, na soleira da porta (do Paraíso), mas a porta ainda não se abriu”. Chiara Luce passou os últimos meses em seu quarto, em casa, e seus últimos momentos com os pais até partir em 7 de dezembro de 1990.

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